Eva Aguilar (n. 2002) é uma artista portuguesa, licenciada em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, a par de estudos em Violoncelo e Canto. Vive actualmente nos Países Baixos, onde frequenta o mestrado no Instituto de Sonologia, sediado no Conservatório Real de Haia, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, num programa que integra Criação Electroacústica, Instalação Sonora, Cognição Musical e Engenharia de Som. Paralelamente, realiza formação na Royal Academy of Art (
KABK) no departamento de
ArtScience (intermédia) e trabalha como intérprete (violoncelo/voz/objectos sonoros/electroacústica) sobretudo em contextos de improvisação ou estreia de obras contemporâneas. Tem desenvolvido projectos multidisciplinares, com especial interesse em
site-specific performance e na incorporação de coreografia, cena, vídeo e luz nas suas criações. Deste trabalho têm resultado formatos híbridos, apresentados recentemente nos Países Baixos, em contextos como o Rewire Festival, Het Nationale Theater, Korzo Theatre, Filmhuis Den Haag, Amare, Dat Bolwerck Gallery ou West Den Haag Museum.
Ao longo do seu percurso tem colaborado com ensembles e instituições como: Plus-Minus Ensemble (Reino Unido), Divertimento Ensemble (Itália), Ensemble Orbis/
GRAME – Centre national de création musicale (França),
HERMES Ensemble/Centre Henri Pousseur (Bélgica), Festival Mixtur (Espanha), Estúdios Victor Córdon/Companhia Nacional de Bailado (compositora-em-residência 2023),
Miso Music Portugal, BoCA Bienal of Contemporary Arts, Projecto
DME, Companhia de Dança de Almada, Arte no Tempo, Companhia de Dança Sentidos Ilimitados, produtora de cinema
O Som e a Fúria, entre outros.
Durante treze anos (2012–2024), foi membro e assistente artística do
Coro Juvenil da Universidade de Lisboa, dirigido por
Erica Mandillo, grupo reconhecido pela sua linguagem coral, que integra expressão física, teatral com o canto. No âmbito desta experiência colectiva transformadora, participou em digressões a Vesoul, Turim, Basileia, Estrasburgo, Zurique, Perpinhão, Bilbau, San Sebastián, Cork, Amesterdão, Hanôver e em mais de cem concertos em espaços como a Fundação Calouste Gulbenkian (com a pianista Maria João Pires), Casa da Música, Centro Cultural de Belém, Panteão Nacional, Teatro Nacional de São Carlos, Parlamento Português, Aula Magna, entre outros.
Em 2024, assumiu a composição musical da peça de teatro
Demons don’t like fresh air, apresentada no Teatro São Luiz e encenada por Albano Jerónimo e Cláudia Lucas Chéu, numa parceria entre a Teatro Nacional 21 e o Bergman Centre, na Suécia. No mesmo ano, criou a banda sonora do filme
Projecto Global de Ivo M. Ferreira, com estreia internacional no Festival de Cinema de Roterdão, e da série subsequente homónima, a ser transmitida na
RTP.
Em 2025, foi representada nos
ISCM World New Music Days, na Culturgest e seleccionada para o Festival Impuls (Áustria) onde apresentou uma
performance site-specific em Graz, com o apoio do Goethe-Institut. No mesmo ano, integrou o laboratório experimental para criadores
Sound Arguments, organizado pelo Orpheus Institute (Bélgica) e foi convidada pela compositora Carola Bauckholt para residências artísticas em Gutshof Sauen (Alemanha).
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Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos
LIGAÇÕES EXTERNAS
∞ Violoncelos de Zeca Afonso
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Última atualização: 8 de abril de 2026.
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