Inspirada no conto homónimo de Eça de Queiroz, defunto acompanha a aventura de D. Rui de Cardenas, cavaleiro de Segóvia em pleno séc. XV, que é salvo por intercessão divina de um cadáver enforcado. Os cascos do cavalo de D. Rui, que se transfiguram no som percussivo das chaves da flauta, são o ponto de partida para esta obra – uma pequena ode à incursão de Eça pelas paisagens sombrias da literatura gótica, dedicada a um leitor ávido do escritor, Thies Roorda, em nome da sua aluna Ana Luísa Ribeiro.