Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC​.​PT
Ângela da Ponte · © Rui Neto
Ângela da Ponte · © Rui Neto

A nova obra de Ângela da Ponte, Oracles from Shiraz (2026), será estreada a 3 de outubro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, no âmbito do 20.º Festival Síntese. A interpretação do programa deste concerto, que tem como tema A Urgência da Paz, estará a cargo do Síntese – Grupo de Música Contemporânea. Se­gundo os seus organizadores, o festival assume este ano um significado especial — ao longo de dois meses, de ou­tubro a novembro, celebrar-se-ão as duas décadas do fes­tival dedicadas à música erudita contemporânea. Por seu lado, Ângela da Ponte afirmou, numa entrevista ao MIC.PT em janeiro de 2024, que, na música contemporânea, «a invenção leva à pesquisa e vice-versa». «Ambas alimentam-se», enfatiza a compositora (editada pelo MIC.PT), acrescen­tando que «muitos criadores pensam que a sua arte não é investigação, mas não é verdade. Há sempre um elemento de pesquisa, por mais pequeno que seja».

Em outubro, mais preci­samente no dia 25, no Europarque — centro de congressos e eventos localizado em Santa Maria da Feira — terá lugar a estreia de uma nova obra de Ângela Lopes, intitulada Melodias – Vozes de Santa Maria, para orquestra juvenil, coro juvenil e eletroacústica. O concerto, que se insere no âmbito do 49.º Festival Internacional de Música de Paços de Brandão, contará com a participação da Orquestra 3eFes, uma orquestra juvenil formada por alunos das três escolas de música do concelho de Santa Maria da Feira: a Academia de Música de Paços de Brandão, a Academia de Música de Santa Maria da Feira e o Conservatório de Música Terras de Santa Maria. A nova obra de Ângela Lopes (compositora edi­tada pelo MIC.PT) constituirá a abertura do concerto, que tem como tema Broadway & Cinema in Concert — Orquestra 3eFes convida Sofia Escobar e Ricardo Afonso. A composi­ção foi escrita propositadamente para esta ocasião.
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar

A versão de concerto da ópera Os Dias Levantados, do compositor António Pinho Vargas (editado pelo MIC.PT), será apresentada no Coliseu Porto Ageas, no dia 7 de outubro. Dedicada ao 25 de Abril de 1974, a ópera Os Dias Levantados, com música de António Pinho Vargas e libreto de Manuel Gusmão, estreou-se no Teatro Nacional de São Carlos em 1998. Segundo o próprio com­positor, o 25 de Abril «foi maravilhoso e inesquecível» e, ao compor a ópera, procurou «a defesa da impureza e da liber­dade no processo criativo». O elenco deste espetáculo, uma produção do Tea­tro Nacional de São Carlos, inclui um con­junto de solistas de renome — Rui Vieira (contratenor), Eduarda Melo (soprano), Jorge Vaz de Carvalho (barítono), Marco Alves dos Santos (tenor), José Corvelo (barítono), João Miguel Queirós (te­nor), Sara Braga Simões (soprano), Sérgio Martins (tenor), Luís Rodrigues (barítono), João Oliveira (baixo), Carlos Pedro Santos (barítono) e Sílvia Sequeira (soprano); bem como a direção musical do maestro Pedro Amaral e a par­ticipação da Orquestra Sinfóni­ca Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, cujo maestro titular é Giampaolo Vessella.
António de Sousa Dias · © Paula Azguime
António de Sousa Dias · © Paula Azguime

A obra Sete momentos para um agora (2026) de António de Sousa Dias (compositor editado pelo MIC.PT), será estreada no próximo dia 3 de outubro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, no âmbito do Festival Síntese. Esta obra para saxofone, acor­deão, soprano, dois violinos, viola e violoncelo constitui uma encomenda do Síntese – Grupo de Música Contemporânea. Na segunda metade do mês, mais concretamente no dia 29 de outubro, no Palácio do Sobralinho, em Vila Franca de Xira, estreará o concerto–performance intitulado CIDADE X, com composição musical de António de Sousa Dias, que também é responsável pela direção e pela realização da parte da eletrónica. Este concerto–performance é uma produção da Inestética – Associação Cultural de Novas Ideias, sendo que as apresentações no palco do Palácio do Sobralinho decorrerão até ao próximo dia 15 de novembro. O projeto conta também com a participação de Alexandre Lyra Leite e Rita Leite (direção artística), Ricardo Cabaça (texto), Vítor Hugo Costa (vídeo), Philippe Trovão (saxo­fone), Francisco Cipriano (percussão) e Emídio Buchinho (guitarra elétrica e eletrónica).
Carlos Caires · © Jorge Carmona
Carlos Caires · © Jorge Carmona

A estreia da nova obra orquestral, Celebration (2026), de Carlos Caires, terá lugar no dia 8 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. «Encomendada pela Fundação Gulbenkian para celebrar o seu 70º aniversário», explica o compositor (edi­tado pelo MIC.PT) nas notas de programa, «Celebration partiu de um desafio de Fredrik Andersson, que me sugeriu uma peça curta que explorasse a velocidade, o brilho e a festi­vidade. Decidi levar a proposta à letra: compus uma obra de cerca de seis minutos e meio, estruturada exatamente em três secções com esses nomes». A obra será interpretada pela Orquestra Gulbenkian, sob a direção do maestro Andrey Boreyko, e apresentada no Grande Auditório da Fundação não só no dia 8, como também no dia seguinte, num segundo concerto. Depois, no dia 10 de outubro, será interpretada outra obra de Carlos Caires, Limiar (2001), para clarinete e eletrónica, pela clarinetista Catarina Crespo, no âmbito do Festival Imersivo 2026, uma iniciativa do Projeto DME, que decorrerá no Lisboa Incomum.
Diogo Alvim · © Susana Pomba
Diogo Alvim · © Susana Pomba

No próximo dia 17 de ou­tubro, nas Carpintarias de São Lázaro, em Lisboa, decorrerá o ACTO – CON­CERTO do músico e com­positor Diogo Alvim (edi­tado pelo MIC.PT). A partir do dispositivo multicanal da ins­talação Actos de Lingua, este concerto explora os diversos materiais sonoros utilizados nesta obra de Carlos M. Oliveira e James Newitt, com criação sonora de Diogo Alvim, explo­rando diferentes relações espaciais e comunicacionais. A instalação multicanal de vídeo e som Actos de Lingua, inau­gurada no passado dia 4 de setembro, está aberta ao pú­blico nas Carpintarias de São Lázaro até ao próximo dia 18 de outubro. Nesta obra, sete pessoas ensaiam conversas entre línguas cuja diferença reside na diferença dos corpos. Carlos M. Oliveira e James Newitt cruzam as suas práticas de coreografia e imagem em movimento, respetivamente, para retratarem a fricção e a expressão corpórea que ocor­rem na comunicação entre pessoas. Trata-se de atos de tradução em que o sentido do que é dito se transmite quan­do se transforma.
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins

Em outubro, Hugo Vasco Reis terá várias atividades em Portugal. No dia 3, em Castelo Branco, no âmbito do Festival Síntese, serão apresentados dois álbuns do compositor (editado pelo MIC.PT): Metáforas e Stillness. Ambos incluem várias obras suas de música de câmara, in­terpretadas por: Síntese – GMC, Collective Lovemusic, Duo Nada Contra, QQContemporâneo, Borealis Ensemble, Gru­po de Música Contemporânea de Lisboa, Una Corda En­semble e RePercussion Trio. Entre 4 e 9 de outubro, o com­positor estará em residência com o violetista Trevor McTait no Lisboa Incomum, onde no dia 9, no âmbito do Festival Imersivo, será apresentada a estreia da sua nova obra Re-Memory I para viola e eletrónica, uma encomenda do Projeto DME. A 17 de outubro, em Castelo Branco, no Festival Sín­tese, será apresentada em estreia a sua obra Becoming para violino, viola, violoncelo e percussão, que foi encomen­dada pelo GMCL. A mesma peça será tocada no dia 29, no Teatro Independente, no âmbito do Festival CROMA. De re­alçar ainda as duas edições mais recentes do com­po­sitor: Demora, com o Drumming GP e Ténue (viola, percus­são e eletrónica), no âmbito do Sonic Figures Project.
Igor C. Silva · © Gergely Ofner
Igor C. Silva · © Gergely Ofner

Tomorrow’s Next Bliss (2026) é o título da nova obra do compositor Igor C. Silva (editado pelo MIC.PT), para improvisadores, ele­trónica e orquestra. A es­treia absoluta da obra terá lugar no dia 16 de outubro, na Baarsporthalle, em Donaueschingen, na Alemanha, no âmbito do festival Donaueschinger Musiktage. O concerto, que contará com a participação de Susana Santos Silva (trompete), Igor C. Silva (eletrónica), o SWR Experimental­studio e a SWR Symphonieorchester sob a direção de Brad Lubman e incluirá também música de Stefan Prins, Hannah Kendall e Natasha Barrett, propõe uma resposta à seguinte questão: «Como pode a experiência do nosso mundo atri­bulado ser compreendida através da música?» Outra obra de Igor C. Silva, Terminus (2009), para viola d’arco e ele­trónica, será interpretada pelo violetista Trevor McTait e por Hugo Vasco Reis (eletrónica), num concerto que decorrerá a 9 de outubro, no Lisboa Incomum, durante o Festival Imer­sivo 2026. «Esta peça», explica o compositor nas notas de programa, «representa o fim de tudo aquilo que conhece­mos. É uma forma de expressar as cores e os sentimentos associados a todos os ciclos que chegam ao fim.»
Jaime Reis · © Sofia Nunes
Jaime Reis · © Sofia Nunes

Este mês, Jaime Reis par­ticipará em várias ativi­dades em Portugal, na Áustria e no Brasil. Nos dias 2 e 3 de outubro, no âmbito do Bing Bang Festival que decorrerá no CCB, em Lisboa, o compositor (editado pelo MIC.PT) e a violinista Beatriz Costa mediarão a instalação Corpos Sonoros – Para Ouvir e Participar. No dia 4, a sua peça acusmática, Corpos Sonoros II: Filigrana Árida (2026), estreará na Áustria, num concerto da Fundação Annette Vande Gorne durante o festival Echoes Around Me 2026, na Funkhaus em Viena. A mesma obra de Jaime Reis e também a sua peça para viola d’arco e eletrónica, Fluxus, Transitional Flow (2013), serão tocadas no âmbito do Fes­tival Imersivo 2026 que decorrerá de 9 a 11 de outubro no Lisboa Incomum. Adicionalmente, a 12 de outubro, a sua obra Fluxus, pas trop haut dans le ciel (2017), será apre­sentada no âmbito da Bienal Internacional de Música Ele­troacústica de São Paulo. Por fim, no dia 17, a peça Estudo de Densidades IV (2026), para orquestra didática e eletró­nica, será interpretada pela Orquestra Ligeira de Gouveia, na Casa da Cultura de Seia.
João Castro Pinto · © Michael Wieser
João Castro Pinto · © Michael Wieser

No âmbito do lançamento do seu novo álbum mono­gráfico de música ele­tro­acústica e sound­scape composition, intitulado Permiotic: coalescing scenes, o compositor João Castro Pinto (editado pelo MIC.PT) realizará uma digressão pelos Estados Unidos da América. A digressão terá início no próximo dia 20 de ou­tubro, com um concerto no espaço da Main Drag Music, em Nova Iorque, e incluirá ainda as cidades de New Haven, Washington D.C. e Boston. O álbum Permiotic: coalescing scenes tem a chancela da editora norte-americana Flag Day Recordings e será oficialmente lançado durante a digressão numa data a anunciar. Neste âmbito, João Castro Pinto apresentará, a solo e em colaboração, as obras que in­te­gram o álbum, (re)trabalhando-as de uma maneira exten­siva em contexto de improvisação. «A minha música», disse João Castro Pinto na entrevista ao MIC.PT de 2020, «tem afini­da­des estruturais com a soundscape composition, a música experimental, em geral, e com o noise. Não obs­tante, a minha abordagem composicional é heterodoxa, tendendo para um conjunto alargado de referências.»
 
Em Foco • Arquivo
2011–2026
Desenvolvida desde fevereiro de 2011, a secção Em Foco é uma ru­brica regular do MIC.PT, na qual é dado destaque, sobretudo, a compo­sitores contem­po­râneos residentes em Portugal. Cada edição bimensal do Em Foco consiste num artigo ou numa entrevista, bem como numa lista de reprodução.
MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
© Sara Janic
© Sara Janic
• 09/10 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Fonovoz 2026 – Exílio Asilo

A propósito da realização dos En­contros Fonovoz 2026 nos dias 9 e 10 de outubro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa (com o mote Exílio Asilo), de­dicamos este programa à poesia so­nora e às suas múltiplas declinações. No cruzamento da poesia e da música, a poesia sonora é um vasto campo de investigação criativa, explorando as qualidades fonéticas das línguas e a sonoridade da palavra e da linguagem. A poesia sonora trabalha também as potencialidades expres­sivas da voz, com um forte lado performativo, aliando aspe­tos teatrais, poéticos/literários, visuais e de composição musical. Neste Música de Invenção e Pesquisa escutare­mos obras de diferentes origens geográficas e épocas, até ao presente, mostrando a vivacidade deste terreno artístico onde confluem várias artes e diferentes formas de trabalhar a palavra e a voz.
© Sara Janic
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• 23/10 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Composição no Feminino — Mind the Gap

Um programa dedicado à música de compositoras portuguesas, a propó­sito da realização do projeto europeu Mind the Gap, uma iniciativa que pre­tende promover a igualdade de género no âmbito da cri­ação musical contemporânea. O projeto pretende fomen­tar e am­plificar as vozes criativas de mulheres compositoras e abar­ca diversas atividades, incluindo ações de sensibilização, um simpósio, concertos de música de mulheres compo­si­toras e um processo de criação coletiva com a forma de Cadavre Exquis musical, juntando compositoras de França, Portugal, Letónia e Hungria e intérpretes de ensembles dos quatro países promotores. Estas atividades decorrerão no O’culto da Ajuda, em Lisboa, e na Escola Superior de Mú­sica de Lisboa. Nesta emissão de Música de Invenção e Pesquisa ouviremos obras de compositoras portuguesas de diferentes gerações.
Novas Partituras no MIC​.​PT
andorinhas
imagem ilustrativa
A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de com­positores residentes em Portugal, fo­mentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico.

Miguel Azguime (MA0051)
Aliterações de Água (2017) · soprano e eletrónica ad libitum
novos CD no MIC​.​PT

Obras de Vítor Rua: Onde o Ar Aprende a ser Luz, Where Three Breaths Learn To Divide Time Without Breaking It, Spin, Musique Céréale I, Graceful Brilliance, Quatro Mãos e Dois Pés Espelhados no Silêncio, Interstellar Overdrive Remix, Renard Ient • Cláudio de Pina (órgão), Manuel Teles (saxofone e voz processada), John Tilbury (piano), Daniel Kientzy (saxofone soprano), José Teixeira e Luís Miguel Leite (guitarras e percussão), Remix Ensemble Casa da Música com Peter Rundel (maestro), Orchestre National de Roumanie com Cristian Brâncuși (maestro).
estreias recentes
Francisco Lima da Silva
Vida secreta de coisa>> ver obra
Pedro Laranjeira Finisterra
Último Andamento>> ver obra
11/09, Operafest’2026, Teatro Camões, Lisboa
Diogo Costa (direção musical), Filipa Portela (Eve e Mariana), Célia Teixeira (Marlene), Diogo Oliveira (Abdul, Johnson e Maurice), Gabriel Neves dos Santos (Paul e Leonardo), André Soares (diretor da academia), Orquestra Operafest Lisboa & Oeiras
Flowing Dragon>> ver obra
11/09, Estação das Artes, Santa Clara-A-Velha/Sabóia
Flowing Reeds: Maxim Nedobezhkin, Sérgio Gladkyy (acordeões)
Liturgia do Rebanho>> ver obra
12/09, Vanguarda na Aldeia, Museu do Queijo, Peraboa
Síntese – GMC, com a participação da comunidade
Constança Capdeville (1937–1992)
Concertino>> ver obra
22/09, O’culto da Ajuda, Lisboa
Miso String Quartet: Pedro Lopes (violino), César Nogueira (violino), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violoncelo)
RIZOMA
logo · riZoma
logo · riZoma
Plataforma de Intervenção e Inves­tigação para a Criação Musical

riZoma é uma rede formada por um conjunto de entidades ligadas à criação, à educação, à interpretação e à inves­tigação, com experiência no contexto da música erudita con­temporânea. A Plataforma foi criada para es­tabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a con­stituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, criando uma força nova que assenta no valor in­estimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a iden­tidade cultural do nosso país.

O composi­tor João Pedro Oliveira foi distinguido com vários pré­mios pela sua obra. No âmbito do prémio recebido da Fromm Music Foun­dation (EUA) foi-lhe encomendada uma obra para cla­rinete baixo e grupo de câmara, a ser inter­pretada pelo Tempo Ensemble, em 2027. A sua obra Inquietação, enco­mendada pela Banda Sinfónica de Fajões, recebeu o pri­meiro prémio no concurso Alfonso Perri Altomare (Itália). Inspirada no romance de Ferreira de Castro, A Selva, a obra será estre­ada em Portugal em dezembro. Adicio­nal­mente, a obra Timshel (2007) recebeu o primeiro prémio no con­cur­so organizado pelo XI Fes­tival de Música Eletroacústica da Universidade Católica do Chile. João Pedro Oliveira foi um dos três compositores galardoados no concurso SYMPHORIA, organizado pela associação AMA – Art and Architecture. O prémio inclui a encomenda de uma obra eletro­acústica com imagem para um planetário na Itália. Por fim, o com­positor (editado pelo MIC.PT) foi um dos três ven­cedores da Underscore Call for Scores com a peça Improvisação sobre um texto de Augusto de Campos e também do Spark 2 Project, organizado pelo Vim Ensemble. Esta última dis­tinção inclui a encomenda de uma obra que será estreada em fevereiro de 2027.

A obra Rasgar o tempo (2026), para soprano, violoncelo e eletrónica, de Mariana Vieira (compo­sitora editada pelo MIC.PT) será interpretada no dia 17 de outubro no Auditório Municipal de Esposende, no âmbito de mais uma apresen­tação do espetáculo Corpo Que Canta, um projeto da MUSICAMERA produções. Com direção artística e voz de Nataša Šibalić, coreografia de Nélia Pinheiro, proje­ção de Nuno Mika, iluminação de Anabela Gaspar, violon­celo de Maria Nabeiro, e dança de Rafaela Nunes e Sara Gomes, Corpo Que Canta é um espetáculo que explora e questiona o corpo e o seu entorno, a sua na­tureza por vezes disfuncional, urbana e mecanicista, numa dialogia libertadora dos sentidos e do hu­mano. O ponto de partida para este projeto é a obra En Echo de Philippe Manoury, com poe­mas de Emmanuel Hocquard, para so­prano e eletrónica. No dia 24 de outubro, Mariana Vieira ministrará um workshop dedicado ao tema Escutar, Gravar, Criar – propostas para uma peda­gogia da electroacústica, no âmbito do XX Encontro Nacional da APEM, que decorrerá na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. O mesmo evento contará ain­da com um workshop do com­positor Manuel Brásio (também editado pelo MIC.PT) — Enquanto Escutarmos as Coisas.
Miguel Azguime · © Jorge Carmona
Miguel Azguime · © Jorge Carmona

Em outubro, serão apre­sentadas em Portugal e em Espanha duas obras de Miguel Azguime (compo­sitor editado pelo MIC.PT). A primeira, intitulada Dedans-Dehors (2018) e escrita para viola e eletrónica, integra o pro­grama do concerto de Trevor McTait (viola) e Hugo Vasco Reis (eletrónica), que decorrerá no âmbito do Festival Imer­sivo 2026, no Lisboa Incomum, no dia 9 de outubro. «Esta obra», refere Miguel Azguime, «explora uma dualidade no caráter musical da viola — por um lado, exu­berante, enér­gica e brusca, por outro, delicada, íntima e ténue». A outra obra de Miguel Azguime, o quarteto de cor­das Le Feu Qui Dort, de 2008, será interpretada pelo Miso String Quartet — Pedro Lopes (violino), César Nogueira (violino), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violoncelo) — a 31 de outubro, no âmbito do Festival Vertixe, em Vigo. Adicio­nalmente, no dia 4, na Estação das Artes, em Santa Clara/Sabóia (Odemira), Miguel Azguime será recitante no con­texto do Diz-Concerto, com o Sond'Ar-te Electric Ensemble dirigido por Pedro Neves. O programa incluirá obras de Daniel Martinho, João Madureira, Pedro Rebelo, Rui Penha e Sofia Sousa Rocha.

Ópera de elevador é uma criação desenvolvida no âmbito do projeto re:opera, com música da composi­tora Sofia Sosua Rocha (editada pelo MIC.PT), li­breto de Edward Ayres de Abreu e Tatiana Bina, e encena­ção de Manoel Candeias. Nesta nova obra quatro figuras cruzam-se num elevador de um centro comercial num en­contro luso-brasileiro. Entre de­sejos de subir, descer ou rumos incertos, uma avaria força o grupo a comunicar ou a ocupar o tempo em chamadas importantes, enquanto aguardam pelo técnico Ícaro Ascensão. Sob a di­reção musical de Rita Castro Blanco e direção artística de Joaquim Pereira, o elenco é com­posto por Sara Braga Simões, Lilian Raquel, Mariana Fabião e Nuno Dias. A interpretação fica a cargo da Sinfonietta de Braga e as apresentações da Ópera no ele­vador terão lugar a 21 e 23 de outubro no Theatro Circo, em Braga, e na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Adicionalmente, a obra Fala do velho do Restelo ao astronauta de Sofia Sousa Rocha, com poema de José Saramago, será tocada no âmbito do do Diz-Concerto, no dia 4, na Estação das Artes (Odemira), com o Sond'Ar-te, Miguel Azguime (recitante) e Pedro Neves (maestro).
NOVIDADES MIC​.​PT

O Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa (MIC.PT) anuncia a lista dos/das autores/autoras e investigadores/investigadoras cujas comu­nicações foram selecionadas para o 4.º Encontro em Música, Tecnologia e Investigação, por ordem alfabética: Ângela da Ponte, Cláudio de Pina, Francesco Mariano, João Coimbra, Luam Nunes, Luís Neto da Costa, Marta Domingues, Pedro Rebelo e Yuanyan Kay He. As comunicações selecionadas enquadram-se na temática do 4.º EMTI que constitui um espaço de reflexão crítica e de partilha de investigação nas áreas da criação musical contempo­rânea, interpre­tação, teoria e tecnologia da música. O 4.º EMTI dará particular destaque às práticas de espacialização, eletroacústica e difusão sonora por meio de sistemas de altifalantes, decorrendo em articulação com Espaços de Escuta, um conjunto de concertos dedicado à música eletroacústica e à ex­ploração da Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal. O keynote speaker deste ano será António Ferreira, premiado em vários concursos, compositor de música eletroacústica, con­sultor e perito em polu­ição sonora e bioacústica, e o encontro terá lugar no dia 11 de dezembro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa.
ESPAÇO CRÍTICA PARA A NOVA MÚSICA

Está disponível no Espaço Crítica para a Nova Música um novo texto da autoria do jornalista e musicólogo Pedro Boléo, intitulado O antigo novo pela pri­meira vez — uma descoberta de Constança Capdeville. A crítica em questão aborda o concerto do Miso String Quartet, que teve lugar no passado dia 22 de setembro no O’culto da Ajuda, em Lisboa, e durante o qual foi possível ouvir, pela primeira vez, uma composição de Constança Capdeville de 1965 — Concertino para quarteto de cordas —, redescoberta por António de Sousa Dias, bem como obras de Miguel Azguime e Steve Reich.
OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS

O MPMP Património Musical Vivo anuncia a oitava edição do Prémio Musa, criado com o intuito de distinguir a excelência da composição musical contem­porânea de tradição erudita ocidental, promovendo, neste contexto, a língua portuguesa enquanto veículo de expressão. Em 2026, o poeta homenageado será Alexandre O'Neill. As obras a concurso devem ser inéditas e ter a poesia de Alexandre O'Neill como ponto de partida. Devem ser compostas para voz (aguda ou grave, de qualquer género) e outro instrumento e ter uma duração máxima de 10 minutos. O Prémio Musa 2026 é aberto a compositores de quaisquer idades e nacionalidades, sendo o seu júri constituído por Carlos Caires (presidente), Eduardo Luís Patriarca e Luís Duarte. As candidaturas devem ser enviadas até 31 de janeiro de 2027.
Entrevistas MIC​.​PT
vídeo · entrevistas
imagem ilustrativa · Unsplash
No passado mês de junho o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais uma Entrevista do ciclo Na 1.ª Pessoa com o compositor João Pedro Oliveira, con­duzida pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravada em 2024, em Lisboa, no O’culto da Ajuda.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 38 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a RTP Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há mais de 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
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Entrevistas 2019-2021
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