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Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC.PT

A peça Divertimento, de 2017, para viola solo, da autoria de Ângela da Ponte, integra o novo disco FIFTY – fifty, do violetista Trevor McTait, lançado em maio, o qual inclui obras de seis compositores editados pelo MIC.PT. Outra obra, intitulada Metamorfoses necessárias para a reconquista do mundo, que esta compositora editada pelo MIC.PT compôs em 2024 para soprano e ensemble, será apresentada pelo Síntese – Grupo de Música Contemporânea, sob a direção de Diogo Costa, no dia 12 de junho, no Teatro Municipal da Guarda. Baseada no poema homónimo de Natália Correia, a obra de Ângela da Ponte foi encomendada pelo Síntese – GMC para o projeto Revolução. No espetáculo na Guarda, o Síntese – GMC apresentará obras dos seus 20 anos de percurso, destacando aquelas que, pelo seu conceito criativo, revelam o poder revolucionário e transformador da música, e da vida, num mundo em permanente metamorfose. «A arte parece não ter qualquer importância imediata, pois lida com aspetos abstratos», afirmou Ângela da Ponte na entrevista dada ao MIC.PT em 2024, acrescentando que, no entanto, «é verdade que encontramos na arte o que muitas vezes não conseguimos de uma forma direta na vida — a liberdade.»
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A versão para quarteto de percussão da obra Dissolves me into geometrics (2025–2026), do compositor António Pinho Vargas (editado pelo MIC.PT), será estreada no âmbito dos concertos que o Clamat – colectivo variável dará durante a digressão pelo Brasil e pela Argentina, que terá lugar na segunda metade do mês de junho. Nesta digressão, que passará por cidades como Belo Horizonte, São João del-Rei, Campinas e São Paulo, no Brasil, e General Roca, na Argentina, o colectivo Clamat, sob direção artística do percussionista Nuno Aroso e com Afonso Primo, Lourenço Oliveira e Pedro Leitão, interpretará ainda obras de Álvaro Salazar, Inés Badalo, Luís Antunes Pena e Pedro Berardinelli. No início do mês, mais concretamente no dia 6 de junho, o Trio Nahia — composto por Rita Lopes (clarinete), Catarina Mason (violoncelo) e Alaitz Artola (piano) — interpretará a obra de António Pinho Vargas, Quatro ou cinco movimentos fugidos da água (2001). Este concerto integra a Temporada de Música de Câmara Jovem 2026, uma iniciativa da Miso Music Portugal e da Associação Portuguesa dos Amigos da Música, que decorrerá no O'culto da Ajuda, em Lisboa, na primeira quinzena de junho.
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Em junho, serão apresentadas três obras do compositor Carlos Brito Dias (editado pelo MIC.PT), em Hong Kong e em Braga. A primeira obra cuevas (2025), para quarteto de cordas, será interpretada pela Asiartic Camerata no concerto que terá lugar no Fringe Club, em Hong Kong, no dia 14. No final do mês, mais precisamente no dia 27, os solistas da Sinfonietta de Braga estrearão a obra hope (ii) (2026), para quarteto de cordas e eletrónica, no âmbito do concerto radiografia #8, no gnration, em Braga. Tal como várias outras peças de Carlos Brito Dias, esta nasce também «de um contexto quase autobiográfico, de uma busca interior pela esperança». Como revelam as notas de programa: « hope (ii) é uma tentativa de reconciliação entre a lucidez crítica de que o mundo pode não melhorar e o desejo de acreditar». Por fim, no dia 28, em Nogueira (Braga), decorrerá a estreia de concerto grosso (2026), para orquestra de cordas e grupo tradicional, no âmbito de uma colaboração entre a Sinfonietta de Braga e o Rancho Folclórico de São João Baptista de Nogueira.
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No próximo dia 9 de junho, será transmitido na RTP 2 o programa Sociedade Civil, com a participação do compositor Carlos Alberto Augusto (editado pelo MIC.PT). Neste episódio, que aborda o tema do ruído, o compositor falará sobre vários aspetos relacionados com a audição, a música e a natureza do som, bem como sobre a importância da educação musical e da audição no tratamento e prevenção do problema do ruído. Além de ser compositor, Carlos Alberto Augusto trabalha também como especialista em comunicação acústica. Foi responsável pela área de controlo de ruído do Serviço de Estudos do Ambiente da Secretaria de Estado do Ambiente e é membro da Comissão de Normalização Portuguesa, Grupo de Acústica ( CT-28). Apresentado pelo jornalista Luís Castro, o programa Sociedade Civil tem uma longa história e ambiciona fazer parte do quotidiano de todos as pessoas que vivem em Portugal. Nele, são debatidas questões públicas por gente distinta e apresentados temas particulares de uma forma transparente.
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As obras de Cândido Lima (compositor editado pelo MIC.PT) — Oceanos (1978–1979), Autómatos da Areia (1978–1984) e Lendas de Neptuno (1987) — originalmente editadas pela Portugalsom e reeditadas em vinil pela Grama em 2016, serão difundidas no âmbito de mais um Clube de Escuta, a 6 de junho, no espaço MUZEU, em Braga. Com curadoria da Matéria-Prima, o Clube de Escuta «propõe um programa dedicado ao conceito expandido de liberdade, explorado através de práticas sonoras que desafiam limites formais, contextuais e ideológicos, concebendo a música como espaço de experimentação e resistência». Neste contexto, este álbum marcou a forma de ouvir música erudita em Portugal, abrindo portas a novas estéticas e criando um espaço conceitual e sonoro inédito no âmbito da música contemporânea portuguesa. As obras de Cândido Lima procuram novas formas de experiência musical, aproximando-se de vivências sensoriais e meditativas, e explorando o fluxo do som, a ressonância, o silêncio e a espacialização sonora.
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O lançamento do álbum intitulado Outras Flores de Música, de Cláudio de Pina, organista e compositor, terá lugar no dia 5 de junho, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Este novo disco reúne música contemporânea portuguesa do século XXI para órgão histórico português do século XVIII, dos quatro compositores editados pelo MIC.PT: Bruno Gabirro, Cláudio de Pina, Diogo Alvim e Vítor Rua. Cada uma das obras representa um estudo topológico com o recurso à: partitura, partitura gráfica, partitura verbal, paisagem sonora, eletrónica e eletroacústica sobre suporte. Com a interpretação, produção, captação, edição, masterização e direção artística de Cláudio de Pina, o álbum Outras Flores de Música é lançado pela Miso Records. No âmbito do lançamento serão apresentadas duas obras criadas por Cláudio de Pina em 2024 e 2023, Tento de Falsas e Quasi-Lontano, com difusão assegurada pela Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal. Paralelamente, serão projetadas ilustrações de António Cadete do Manual Ilustrado de Espécies da Flora Portuguesa (1991) e outros quadros.
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No dia 28 de junho, no Museu Nacional da Música, em Mafra, o pianista Lawrence Axelrod, interpretará a série de cinco Pequenas Peças para piano, criadas em 2007 pelo compositor Diogo Alvim (editado pelo MIC.PT). «Estas peças são pequenos exercícios», diz Diogo Alvim na nota de programa. E explica: «Partem de ideias que são como que apenas expostas e não desenvolvidas. Jogam com padrões rítmicos e com as ressonâncias do piano, que é um elemento tão importante quanto os ataques. Implicam uma audição diferente, com base no Mikrokosmos de Bartók e nos Játékok de Kurtág». Neste recital, intitulado Queer Piano, Lawrence Axelrod procura destacar obras pouco tocadas nos programas de concerto usuais, propondo uma viagem pelo repertório de compositoras e compositores da comunidade LGBTQIA+, desde a sensibilidade de Jennifer Higdon em Notes of Gratitude, até à energia de Bamboleio de Alexandre Delgado, e à força rítmica de El Salón México de Aaron Copland.
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A obra para duo de guitarras Modos de ver, do compositor Fernando C. Lapa (editado pelo MIC.PT), será apresentada pelo Euterpe Guitar Duo no dia 12 de junho, na Casa da Música Jorge Peixinho, no Montijo. Neste concerto, o duo, constituído pelos guitarristas Pedro Lopes Baptista e Titus Isfan, interpretará também obras de Ana Seara, Gonçalo d’Alcântara Lourenço, João Pimentel, José Mesquita Lopes (também editado pelo MIC.PT), José Peixoto e Luís Lopo. Outra obra de Fernando C. Lapa, ao longe as vozes – homenageando Carlos Paredes, integra o espetáculo Canções & Palavras, que assinala o centenário do nascimento de Carlos Paredes. O espetáculo, que cruza arranjos e composições de autores influenciados ou que influenciaram Paredes, contará com a participação do Trio Despertar — Ângelo Santos, clarinete; Eduardo Baltar Soares, guitarra portuguesa; e Augustin Lassalle, guitarra clássica; e terá lugar na finissage da exposição Tradisom – trinta anos de edições, no dia 10, no Ponto C, em Penafiel.
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Em junho, Hugo Vasco Reis (compositor editado pelo MIC.PT) terá várias atividades em Portugal. A sua nova criação, Demora, para quarteto de percussão, eletrónica e vídeo, será apresentada no Museu Nacional da Música (Mafra, dia 14) e na Fábrica da Criatividade (Castelo Branco, dia 16). Este projeto é uma criação de Hugo Vasco Reis, em colaboração com o Drumming GP e o artista visual Pedro Vaz. Adicionalmente, Hugo Vasco Reis está a finalizar o seu novo álbum Ténue, incluído no Sonic Figures Project, com interpretações de Trevor McTait (viola), Miquel Bernat (percussão) e do próprio compositor (eletrónica). O álbum tem edição prevista para 30 de junho e estará disponível nas plataformas de streaming. Por fim, a sua nova obra Re-Memory I, para viola e eletrónica, uma encomenda do Projecto DME, faz parte do novo álbum a solo FIFTY – fifty, de Trevor McTait. No âmbito do ciclo Re-Memory, Hugo Vasco Reis compôs também Re-Memory II, para piano preparado, uma encomenda de Inês Filipe, com apresentações agendadas para o final de 2026.
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Este mês, haverá apresentações de duas obras de João Pedro Oliveira (compositor editado pelo MIC.PT). A primeira, Bass on Fire (2020), para contrabaixo, eletrónica e vídeo, será interpretada por Sara Barbosa, no contexto do concerto música contemporânea u.minho @ gnration, no dia 9, em Braga. Neste concerto, sob a orientação de Pedro Junqueira Maia, o gnration acolherá vários intérpretes da unidade curricular de Música Contemporânea, da licenciatura de Música da Universidade do Minho. Outra obra de João Pedro Oliveira que será apresentada este mês é Revolution Pop, de 2024, para ensemble com soprano, uma encomenda do Síntese – Grupo de Música Contemporânea. «Ao compor uma obra sobre eventos que ocorreram há 50 anos, detive-me em memórias que tenho desse tempo», reflete o compositor, afirmando também que a obra referencia os grupos de rock Yes e Area, a música de Juan Manuel Serrat e, naturalmente, José Afonso». O concerto com Revolution Pop e com o Síntese, dirigido por Diogo Costa, ocorrerá no dia 12 de junho, na Guarda.
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Em Foco • Arquivo (em atualização)
2011–2026
Desenvolvida desde fevereiro de 2011, a secção Em Foco é uma rubrica regular do MIC.PT, na qual é dado destaque, sobretudo, a compositores contemporâneos residentes em Portugal. Cada edição bimensal do Em Foco consiste num artigo ou numa entrevista, bem como numa lista de reprodução.
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MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
 © Canberk Ulusan
• 05/06 · 1h00 · RTP Antena 2 · Entrevista Na 1.ª Pessoa com Carlos Lopes
Um programa do ciclo Na 1.ª Pessoa, com entrevistas a compositoras e compositores para conhecer os seus percursos criativos, as suas formas de trabalhar e as suas ideias sobre a composição. Nesta emissão estaremos à conversa com Carlos Lopes, compositor, pianista e maestro dedicado à música nova. Nascido em 1995, em Guimarães, Carlos Lopes vive, estuda e trabalha atualmente em Colónia na Alemanha, onde frequenta o Mestrado em Direção de Música Contemporânea na Hochschule für Musik und Tanz. Entre as suas obras contam-se várias composições para ensembles e também para orquestra. Foi Jovem Compositor em Residência na Casa da Música em 2021. Uma entrevista conduzida por Pedro Boléo, com tempo para a escuta de algumas composições musicais do compositor.
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 © João Ferreira
• 19/06 · 1h00 · RTP Antena 2 · Entrevista Na 1.ª Pessoa com Solange Azevedo
O ciclo Na 1.ª Pessoa prossegue com uma entrevista com a compositora Solange Azevedo. Solange Azevedo (Póvoa de Varzim, 1995) é compositora e artista multidisciplinar. Estudou na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, onde completou a Licenciatura e o Mestrado em Composição. Foi Jovem Compositora em Residência na Casa da Música em 2022. As suas obras têm sido interpretadas por diversos agrupamentos e orquestras e a sua criação musical constrói-se frequentemente de relações entre a música e outras artes, nomeadamente a pintura. A entrevista é conduzida por Pedro Boléo e acompanhada pela escuta de excertos de obras da compositora. O ciclo Na 1.ª Pessoa é uma série de entrevistas com compositoras e compositores contemporâneos para conhecer de perto o seu percurso e as suas criações musicais.
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Novas Partituras no MIC.PT

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A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de compositores residentes em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico. Neste momento, o Catálogo do MIC.PT inclui 1209 partituras.
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Miguel Azguime (MA0049)
Et s’il à l’issue (2019) · flauta e eletrónica
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novos CD no MIC.PT
1. Abertura · 2. Todos os pensamentos do mundo ao mesmo tempo 1 · 3. Quadros · 4. Riso · 5. Interlúdio · 6. Tristeza · 7. Cólera · 8. Todos os pensamentos do mundo ao mesmo tempo 2 · 9. Esperança · 10. Final · 11. Inveja · 12. Temor
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estreias recentes
Nas Ressonâncias da Terra>> ver obra
10/05, Vanguarda na Aldeia, Central de Compressores de Aljustrel
Síntese – Grupo de Música Contemporâneacom a participação do Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel, do Coro da Universidade Sénior e da Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense
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20/05, Teatro Aberto, Lisboa
João Paulo Santos (direção musical), Coro do Teatro Nacional de São Carlos, Giampaolo Vessella (maestro titular do coro),
Orquestra Sinfónica Portuguesa
solistas: Cátia Moreso, Mariana Castello-Branco, Inês Constantino, Ricardo Panela, Luís Rodrigues, José Fardilha, Tiago Matos, Diogo Oliveira, João Rodrigues, Leonel Pinheiro, Tiago Amado Gomes, Mário Redondo, Leandro Silva, Ana Franco, Patrícia Quinta, João Oliveira, Nuno Dias, Rita Coelho, João Miguel Queirós, Tiago Navarro, Gabriel Neves dos Santos
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RIZOMA

logo · riZoma
Plataforma de Intervenção e Investigação para a Criação Musical
riZoma é uma rede formada por um conjunto de entidades ligadas à criação, à educação, à interpretação e à investigação, com experiência no contexto da música erudita contemporânea. A Plataforma foi criada para estabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a constituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, criando uma força nova que assenta no valor inestimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a identidade cultural do nosso país.
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A partir do início de junho, o novo álbum de Luís Neto da Costa intitulado Last Chamber Works, está disponível nas várias plataformas digitais. O álbum, lançado no âmbito da Semana da Composição 2026 da ESML, inclui gravações de seis obras deste compositor editado pelo MIC.PT: Città filigrana (2024) interpretada pelo Ensemble Suono Giallo; Painting on a wooden canvas of resonances (2024) pelo Sond’Ar-te Duo com Vítor Vieira (violino) e Filipe Quaresma (violoncelo); Los herejes de la diócesis de Aureliano (2024) interpretada pelo Aleph Guitar Quartet; Illustrate Internal Clouds (2021) pelo ensemble ars ad hoc; Unleashing Internal Clouds (2024) pelo Ensemble Recherche; e Punge (2025) interpretada pelo Vertixe Sonora. As peças deste álbum abordam uma variedade de estilísticas, técnicas e materiais recentemente trabalhados por Luís Neto da Costa, nomeadamente a influência da música ambiente, os ruídos suaves, as melodias microtonais subtis, a alternância entre acordes com harmónicos e distorção/saturação, bem como a influência do punk.
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A ópera infantojuvenil Coro dos Pequenos Cidadãos (2021), da compositora Mariana Vieira (editada pelo MIC.PT), será apresentada no dia 5 de junho, na Casa Municipal da Cultura de Seia, no âmbito do projeto Performance Electroacústica Comunitária, uma iniciativa do Projecto DME que procura estabelecer uma ponte entre a arte e a terapia, promovendo a empatia interpessoal e incentivando a participação artística de forma acessível e inclusiva, através da construção de um trabalho coletivo. O concerto é o resultado de vários meses de trabalho orientado pelas professoras Adriana Neves e Ana Catarina Costa, do Collegium Musicum – Conservatório de Música de Seia, com os companheiros da Casa de Santa Isabel e os alunos do Conservatório de Música de Seia. Também este mês, mais precisamente no próximo dia 14, no Auditório de Serralves, no Porto, o ensemble ars ad hoc estreará a nova obra de Mariana Vieira, residual objects #1 – 1.ª parte, para flauta, clarinete, violino, violoncelo e piano. Este concerto é uma iniciativa da associação Arte no Tempo.
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Criada em 2008 pelo compositor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT), a obra Le Feu Qui Dort será interpretada pelo Miso String Quartet no âmbito de dois concertos que integram o ciclo Música Através do Tempo e que decorrerão em junho no concelho de Odemira. O primeiro concerto, no dia 26, terá lugar na Igreja da Misericórdia, em Odemira, e o segundo, no dia 27, na Estação das Artes (Santa Clara/Sabóia). O Miso String Quartet, composto por Pedro Lopes (1.º violino), César Nogueira (2.º violino), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violoncelo), é um grupo fundado pela Miso Music Portugal, que nasce da convicção de que o quarteto de cordas continua a ser um laboratório vivo de criação, pensamento e escuta. Adicionalmente, a obra de Miguel Azguime para viola e eletrónica, Dedans-Dehors (2018), integra o novo disco FIFTY – fifty, do violetista Trevor McTait, lançado em maio. A mesma peça faz também parte do programa do recital que o violetista Jorge Alves dará no âmbito do American Viola Society Festival e que terá lugar no dia 4 de junho, no Forbes Center for the Performing Arts, em Harrisonburg ( EUA).
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No dia 19 de junho, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, decorrerá a sessão de lançamento do novo álbum da Artway Records, Pequenas Histórias para Grandes Instrumentos, com música infantil do compositor Paulo Bastos (editado pelo MIC.PT). Escritas entre 2012 e 2016, as Pequenas Histórias para Grandes Instrumentos consistem em nove obras para flauta, clarinete, fagote, saxofone, guitarra, harpa, piano, violino e violoncelo, que visam colmatar a escassez de música original destinada a jovens intérpretes. A sessão de lançamento incluirá uma mesa redonda, bem como a apresentação do CD e das nove partituras em papel das Pequenas Histórias. No dia seguinte, 20 de junho, no Centro Cultural Palatele Brancovenesti, em Mogosoaia, na Roménia, o Kla-Vier Duo estreará uma nova obra de Paulo Bastos para piano a quatro mãos, intitulada (...) suave como pássaro, voando (2026). Neste concerto, From the Atlantic to the Carpathians, as pianistas Patrícia Ventura e Sónia Amaral interpretarão também obras de António Victorino d’Almeida, Constantin Silvestri, György Kurtág e Hanna Kulenty.
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NOVIDADES MIC.PT
Lançamento da ISCM World New Music Magazine 2025 • Portugal Em Foco A Miso Music Portugal e o Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa ( MIC.PT) em parceria com o Centro de Estudos em Música (CESEM), apresentam publicamente a ISCM World New Music Magazine #31, 2025, edição dedicada a Portugal e publicada pela International Society for Contemporary Music, no dia 19 de junho, às 18h00, no Auditório 3, da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que acolhe esta sessão de lançamento.
Magnus Bunnskog é o editor da World New Music Magazine, cujo trigésimo primeiro número conta com contribuições de Ana Telles, Andreia Nogueira, António Ferreira, Cláudio de Pina, Filipa Magalhães, Frank J. Oteri, Glenda Keam, Jakub Szczypa, Manuel Pedro Ferreira, Miguel Azguime, Pedro Boléo e Pedro Prista. A publicação, que está disponível em português e inglês, conta com o apoio financeiro da ISCM, da Fundação Gulbenkian e da DGARTES.
O trigésimo primeiro número da World New Music Magazine surge no seguimento da realização, pela primeira vez em Portugal, dos ISCM World New Music Days 2025, um dos mais importantes encontros internacionais dedicados à criação musical contemporânea, promovido pela International Society for Contemporary Music e organizado em Portugal pela Miso Music Portugal/ MIC.PT. Ao reunir artigos, testemunhos, ensaios e reflexões de compositores, investigadores, intérpretes, programadores e agentes culturais, esta edição da World New Music Magazine constitui não apenas um retrato plural da criação musical contemporânea portuguesa, mas também uma oportunidade para refletir sobre o seu lugar no contexto internacional.
O lançamento contará com uma mesa redonda moderada por Pedro Boléo, reunindo os participantes e autores que contribuíram para a publicação. Sob o mote O que é novo na música portuguesa?, o debate procura promover uma reflexão partilhada sobre as transformações, desafios, continuidades e linhas de força que atravessam atualmente a criação musical em Portugal. Este encontro propõe uma conversa coletiva sobre o presente e o futuro da música portuguesa, procurando interrogar o que nela emerge como novo: nas linguagens, nas práticas, nos contextos de produção e circulação, nas relações entre criação, investigação, interpretação, tecnologia, território e escuta.
Com esta publicação e o seu lançamento público, a Miso Music Portugal/ MIC.PT, em parceria com o CESEM, reafirma o seu compromisso com a documentação, valorização, investigação e internacionalização da criação musical portuguesa, contribuindo para uma maior visibilidade dos seus protagonistas e para o aprofundamento do pensamento crítico sobre a música do nosso tempo.
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ESPAÇO CRÍTICA PARA A NOVA MÚSICA
ATUALIDADE
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Atividades com jovens compositores e intérpretes no mês de junho A primeira metade do mês de junho conta com várias atividades, em Lisboa e em Braga, que destacam intérpretes e compositores emergentes.
Até ao dia 6 de junho decorre, na Escola Superior de Música de Lisboa, a Semana da Composição 2026 da ESML, uma iniciativa anual organizada por alunos e professores do curso de Composição da ESML que inclui workshops, conferências e apresentações musicais. A Semana da Composição privilegia a música dos alunos e professores da ESML, mas inclui também repertório erudito dos séculos XX e XXI.
Três dias depois, a 9 de junho, o gnration, em Braga, irá acolher, na sua Black Box, um concerto de jovens intérpretes da Licenciatura de Música da Universidade do Minho — música contemporânea u.minho @ gnration. Sob a orientação do professor Pedro Junqueira Maia, este espetáculo de final de semestre revela o progresso e as aprendizagens adquiridas na unidade curricular de Música Contemporânea. O concerto debruça-se sobre o mundo da música de pensamento, de invenção e de pesquisa, celebrando a criatividade através da exploração de novas formas de expressão artística.
Nos dois primeiros fins de semana do mês de junho, decorrerá no O’culto da Ajuda, em Lisboa, a 3.ª edição da Temporada de Música de Câmara Jovem, uma iniciativa da Miso Music Portugal e da Associação Portuguesa dos Amigos da Música. Ao promover e estimular obras de câmara de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos em Portugal, a Temporada ambiciona ser um agente de mudança no cenário com que os jovens músicos se deparam ao projetar o seu futuro no país. Após o processo de avaliação levado a cabo pelo júri, foram selecionados quatro agrupamentos para a Temporada de 2026: Trio Nahia, com concerto no dia 6; Duo Kontrast, com concerto no dia 7; Quinteto Allegro, com concerto no dia 13; e Focus Sax Quartet, com concerto no dia 14 de junho.
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OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS
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Com o objetivo de promover e incentivar a criação musical erudita contemporânea e de divulgar o trabalho de jovens compositoras e compositores, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP/Antena 2 promovem mais uma edição do Prémio de Composição SPA/Antena 2 destinado a compositores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal há mais de quatro anos, nascidos a partir de 1 de janeiro de 1991. As obras a concurso deverão ser inéditas, puramente orquestrais, sem recurso a solista(s) nem meios eletrónicos. A estreia da obra premiada, na interpretação da Orquestra Gulbenkian, decorrerá durante o 16.º Festival Jovens Músicos, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a 17 de setembro de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 3 de julho de 2026 (data de receção).
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Estão abertas as candidaturas para o Prémio de Composição Acordeão 2026 (9.ª Edição · Folefest). Este Prémio destina-se a compositores e compositoras de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal, de qualquer idade. A obra a apresentar terá de ser inédita, reservando-se à organização do Prémio a estreia absoluta das obras premiadas. As obras a concurso deverão ser escritas para um agrupamento de música de câmara (de dois a seis instrumentos), com a inclusão obrigatória de um único acordeão. O júri será formado por: Daniel Moreira (compositor), Ana Seara (compositora), Paulo Jorge Ferreira (acordeonista/compositor/presidente do júri) e Nélson Ruivo (secretariado — Associação Folefest). As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 17 de julho de 2026 (data de envio).
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A Banda Sinfónica Portuguesa promove o Concurso Internacional de Composição com o objetivo de estimular a criação de repertório original para banda. Aberto a compositores de todas as nacionalidades com idade até aos 40 anos, o concurso assume a composição musical como um espaço de diálogo artístico frequentemente inspirado noutras áreas. Na edição de 2026, a BSP propõe como tema a adesão de Portugal à União Europeia. Os participantes são desafiados a criar uma obra original que estabeleça uma relação artística e conceitual com o tema proposto. A decisão final do júri acerca dos resultados do concurso ocorrerá após a estreia pública das obras finalistas, que terá lugar em concerto pela Banda Sinfónica Portuguesa, em novembro, no Porto. O concurso está aberto até ao dia 20 de setembro de 2026.
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Está aberta a Chamada de Comunicações para o 4.º EMTI, uma iniciativa do MIC.PT e com curadoria da compositora Isabel Soveral, que terá lugar no dia 11 de dezembro no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Este encontro constrói um espaço de reflexão crítica e de partilha de investigação nas áreas da criação musical contemporânea, interpretação, teoria e tecnologia da música, convidando investigadores, compositores, intérpretes, artistas sonoros e estudantes a apresentarem comunicações que explorem as múltiplas relações entre a música, a tecnologia e o pensamento crítico. O 4.º EMTI dará destaque às práticas de espacialização, eletroacústica e difusão sonora por meio de sistemas de altifalantes, decorrendo em articulação com o ciclo Espaços de Escuta dedicado à música eletroacústica portuguesa e à exploração da Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal. A Chamada está aberta até 11 de setembro de 2026.
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Entrevistas MIC.PT

No passado mês de março o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais uma Entrevista do ciclo Na 1.ª Pessoa com o compositor Eduardo Luís Patriarca, conduzida pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravada em 2022, no Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 37 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a RTP Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
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