Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC​.​PT
Amílcar Vasques-Dias · © Helena Nóbrega
Amílcar Vasques-Dias · © Helena Nóbrega

O mês de abril contará com a estreia de duas obras de Amílcar Vasques-Dias (compositor editado pelo MIC.PT). A primeira estreia, da obra intitulada Abetarda, terá lugar no dia 10 de abril, no Teatro Garcia de Resende, em Évora, no recital Aves do Alentejo em Música, com a pia­nista Ana Telles e o biólogo João Rabaça. Este concerto in­tegra o projeto Lá nas Árvores Ciclo – II: Levantar voo, uma iniciativa da Universidade de Évora e do Projecto DME, no âmbito de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura. A segun­da estreia, na interpretação do pianista Filipe Gaio Pereira, da obra A-MARIS para piano e banda sonora, criada por Amílcar Vasques-Dias em 2017, decorrerá no dia 10, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O con­certo, intitulado Identi­dade(s), integra o Festival Proje­to:Canção, que acolhe uma parceria com o MPMP Património Musical Vivo, para apre­sentar as obras galardoadas no Pré­mio MUSA, nesta edição dedicado a Ana Luísa Amaral.
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar

Escrita em 1995, a obra Nove Canções de António Ramos Rosa do com­positor António Pinho Vargas (editado pelo MIC.PT), será apresentada pelo cantor Luís Rendas Pereira e pelo pianista Filipe Gaio Pereira, no âmbito do concerto Identidade(s) que terá lugar no dia 10 de abril, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. Como o próprio António Pinho Vargas afirmou na nota de programa de março de 1996, disponível no MIC.PT: «O problema para mim é o discurso, não o vocabulário e não estou sozinho nesta convicção. A teoria-durante foi aqui determinada pelos belos poemas de António Ramos Rosa. Alguns deles e, por vezes, algumas palavras dentro de um poema, desencadearam uma res­posta». Organizado em parceria com o MPMP Património Musical Vivo, o concerto Identidade(s) integra o Festival Projeto:Canção, destacando a vitalidade, a diversidade e a relevância da canção de câmara no panorama artístico atual.

A obra Meteoritos, para piano e eletrónica, do com­positor Cândido Lima (edi­tado pelo MIC.PT), será in­terpretada pelo pianista João Casimiro Almeida no dia 11 de abril, no Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria, no Estoril. Neste concerto, que contará também com a participação da cantora e musicóloga Sara Maia, serão ainda apresentadas obras de Hugo Vasco Reis, Inés Badalo, Luigi Nono e Solange Azevedo. O recital in­tegra a digressão nacional de apresentação do álbum Espectros lançado em 2024 pela neper music. Composta em 1973, a obra Meteoritos de Cândido Lima é marcada pela experi­mentação de novos conceitos e estruturas, tendo sido de­senvolvida numa altura em que o compositor, fortemente in­fluenciado pelo contacto próximo com Iannis Xenakis, ocu­pava cargos de respon­sa­bilidade como professor.
Carlos Lopes · © Rui Gonçalves
Carlos Lopes · © Rui Gonçalves

In Pulses é o título da nova obra de Carlos Lopes (com­positor editado pelo MIC.PT), que será estreada em abril pelo Sond’Ar-te Electric Ensemble, sob a direção do maestro Guillaume Bourgogne. Os dois con­certos do Sond’Ar-te, que incluirão também obras de José Carlos Sousa, Olivier Messiaen e Pedro Berardinelli no programa, terão lugar nos dias 24 e 28 de abril, respetivamente, no âmbito do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu e do Fes­tival Música Viva 2026 – Insur­gência, no Te­atro São Luiz, em Lisboa. Na nota de programa, Carlos Lopes revela que «in Pulses é uma tentativa de condensar, no seu título, toda a informação descritiva da obra», sendo que «o nome pode ser entendido como em pulsos ou impul­sos e esse duplo sentido molda a peça a vários níveis». A ob­ra foi encomendada pela Miso Music Portugal.
Daniel Moreira · © Alexandre Delmar
Daniel Moreira · © Alexandre Delmar

No âmbito do recital Fifty-Fifty, que terá lugar no dia 12 de abril na Sonoscopia, no Porto, o violetista Trevor McTait apresentará a obra Noctis Lumina (2007), para viola solo, de Daniel Moreira (compositor edi­tado pelo MIC.PT). O projeto Fifty-Fifty inclui também peças de outros compositores editados pelo MIC.PT: Ângela da Ponte, Eduar­do Luís Patriarca, Hugo Vasco Reis, Igor C. Silva e Miguel Azguime. Trata-se de uma celebração da cria­ção contem­porânea, materializada na edição de um novo álbum dedica­do a obras para viola d’arco a solo e com eletrónica. Na en­trevista concedida ao MIC.PT em 2020, Daniel Moreira afir­mou: «No meu caso, a referência extra­musical mais impor­tante é, sem dúvida, o cinema. Tenho, por isso, muitas peças influenciadas por diferentes aspetos do cinema, desde téc­nicas gerais à estrutura narrativa, sons ou ambientes de filmes particulares.»

Un Souffle, Le Rêve... é o título da obra que Eduardo Luís Patriarca escreveu em 2016 para viola solo e que integra o projeto e o recital Fifty-Fifty que o violetista Trevor McTait apresentará no pró­ximo dia 12 de abril, na Sonoscopia, no Porto. Uma outra obra deste compositor editado pelo MIC.PT, Imaginar de Pa­ssagem/Passagem para Imaginar (2025), para soprano, sa­xofone alto, dois violinos, viola, violoncelo e acordeão, enco­mendada pelo Síntese – Grupo de Música Contem­porânea, será interpretada pelo próprio grupo, sob a direção de Diogo Costa, no próximo dia 17 de abril, no contexto do Festival Interna­cional de Música da Primavera de Viseu. Com o subtítulo Entre Luciano Berio e Carlos Paredes, a obra de Eduardo Luís Patriarca presta uma justa homenagem a estes dois autores, cujos centenários foram celebrados ao longo de 2025.

No dia 4 de abril, no Teatro Aveirense, será apresen­tada a ópera Pigmalião, com música de Gerson Batista (compositor editado pelo MIC.PT) e libreto de Tiago Schwäbl Martins. A ópera, uma encomenda do FIO – Festival Informal de Ópera, estreou-se em setembro do ano passado, em Loulé, no âmbito do próprio festival. No Teatro Aveirense, será apresentada uma nova versão da ópera, com uma forte exploração das componentes visuais, dramá­ticas e sonoras — música acústica e eletroacústica — que con­strói uma versão distópica do mito de Pigmalião, o escul­tor que se apaixona pela sua estátua. A ópera contará com a direção musical de Rita Castro Blanco e com Antônio Lou­renço Menezes no papel de Pigmalião e Sara Afonso no pa­pel de Manequim. A ópera contará ainda com o Ensemble Instrumental Efeito Pigmalião e o Coro Voz Nua. A encena­ção é da responsabilidade de João Vieira Fino.
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins

A criação de Hugo Vasco Reis, Ténue (2026), para viola, percussão e eletró­nica, incluída no Sonic Figures Project e inter­pretada por Trevor McTait (viola), Miquel Bernat (percus­são) e o próprio compo­sitor (eletrónica), será apre­sentada na Sonoscopia, no Porto, no dia 12 de abril. No dia anterior, os músicos darão um work­shop relacionado com esta criação no âmbito do PEMS – Porto Electronic Music Symposium, organizado pela Casa da Mú­sica através da Digitópia. Adicio­nalmente, a peça Vulne­rabilidade (2025) deste compositor (editado pelo MIC.PT) será apre­sentada pelo Síntese – GMC, a 17 de abril, no âmbito do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. Por fim, a peça Metamorfoses e Ressonâncias (2014), para piano solo, será interpretada no contexto do recital Espec­tros do pianista João Casimiro Almeida, no dia 11, no Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria, no Estoril.
Igor C. Silva · © Gergely Ofner
Igor C. Silva · © Gergely Ofner

No mês de abril, duas obras do compositor Igor C. Silva (editado pelo MIC.PT) serão apresentadas em Portugal e nos Países Baixos. A primeira peça, Gin#122, composta em 2014 para kalimba e eletrónica, integra o programa do recital Caixa Elétrica que o percus­sionista João Dias irá dar no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no dia 10, bem como, em Odemira, na Igreja da Misericórdia e na Estação das Artes, em Santa-Clara-a-Velha, nos dia 11 e 12, respetivamente. A segunda obra, Love Your Opinions (2024), para ensemble flexível e eletrónica em tempo real, será interpretada pelo grupo Black Pencil, no próximo dia 24 de abril, no Chassé Theater, em Breda (Países Baixos), no âmbito do concerto intitulado Electric Delights.
João Pedro Oliveira · © Bea Borgers
João Pedro Oliveira · © Bea Borgers

A obra eletroacústica La mer émeraude (2018), do compositor João Pedro Oliveira (edi­tado pelo MIC.PT), faz parte do pro­grama do concerto acus­mático que decorrerá no âmbito do projeto Lá nas Árvores Ciclo – II: Levantar voo. O concerto terá lugar no dia 12 de abril, no Salão Central Eborense. Lá nas Árvores é um pro­jecto de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, liderado pela Universidade de Évora, em parceria com o Projecto DME e a Associação Lisboa Incomum, com direção artística de Ana Telles. Outra obra de João Pedro Oliveira, Revolution Pop de 2024, será interpretada pelo Síntese – GMC, dirigido por Diogo Costa, no Auditório da Academia de Música de Paços de Brandão, no próximo dia 25 de abril.
João Quinteiro · © Sinem Tas
João Quinteiro · © Sinem Tas

A obra Pairs – à propos de l’interiorité (2024), do com­positor João Quinteiro (edi­tado pelo MIC.PT), integra o programa do concerto que o duo nada contra — com Mrika Sefa (piano e teclados) e Francisco Cipriano (percus­são) — dará no âmbito do Fes­tival Música Viva 2026 – Insur­gência, no próximo dia 30 de abril, no São Luiz Teatro Muni­cipal, em Lisboa. Nas notas de programa, os músicos do duo dizem que este conjunto de obras — do qual fazem parte tam­bém composições de Anda Kryeziu (estreia — enco­menda da MMP), Marta Domingues e Valerio Sannicandro — nasceu de uma estreita colabora­ção com compositores que admiram. Francisco Cipriano e Mrika Sefa salientam ainda que «cada peça aqui apresen­tada é o resul­tado de um compromisso mútuo com o atrito e a liberdade».

Peixinho Político é o título do concerto que o Ensem­ble MPMP irá dar no Fes­tival Música Viva 2026 – Insur­gência, no dia 29 de abril, no Teatro São Luiz, em Lisboa. No programa — três obras de Jorge Peixinho (compositor editado pelo MIC.PT), compostas entre 1970 e 1976: CDE, para clarinete, violino, violoncelo e piano, a peça eletroacústica Elegia a Amílcar Cabral e A Aurora do Socia­lismo (Madrigale Capriccioso), para flauta, trompa, violino, piano e eletrónica. As notas para este concerto revelam: «Jorge Peixinho tomou para si a tarefa de pensar o que seria uma música política. Numa originalidade absoluta no caso português, nenhum outro compositor foi tão empe­nhado na expressão musical dos seus ideais políticos em música, e nos seus ideais musicais na política.»

Em abril, no âmbito do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, serão apresen­tadas duas obras de José Carlos Sousa (com­positor editado pelo MIC.PT). A primeira, Milodnab et Sarratiug (2025), para orquestra de guitarras e bandolins, será interpretada pela Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, sob a di­reção de Hélder Magalhães. O concerto terá lugar no dia 22, na Aula Magna do Instituto Poli­técnico de Viseu. A se­gunda obra, Mafish Mushkila (2026), uma encomenda do Sond’Ar-te Electric Ensemble, será estreada pelo Sond’Ar-te, dirigido pelo maestro Guillaume Bourgogne, no dia 24, no Clube de Viseu. Na nota de programa, José Carlos Sousa revela que «Mafish mushkila inspira-se numa viagem recente ao Egito, cujas experi­ências e contrastes marcaram profundamente o imaginário da obra». Este mês, o Sond’Ar-te irá apresentá-la nova­mente no dia 28, no Fes­tival Música Viva 2026 – Insur­gência, no Teatro São Luiz, em Lisboa.

A obra Coro dos Pequenos Cidadãos, para coro e ele­trónica, de Mariana Vieira (compositora editada pelo MIC.PT), será apre­sentada no dia 9 de abril no Salão Central Eborense, no âmbito do festival Lá nas Árvores – Ciclo II: Levantar Voo, um projeto de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, liderado pela Universidade de Évora, em parceria com o Projecto DME e a Associação Lisboa Incomum. Com­posta em 2021, a obra Coro dos Pequenos Cidadãos será interpretada por um coro comu­nitário formado para o efeito, sob a direção musical de Pedro Nascimento. Adicionalmente, a obra de Mariana Vieira, Escuro (2025), para soprano e piano, foi galardoada com uma Menção Honrosa no âmbito do Prémio Musa 2025, uma iniciativa do MPMP Património Musical Vivo. A peça será estreada no Festival Projecto:Canção (concerto Identi­dade(s)), pela cantora Camila Mandillo e pelo pianista Filipe Gaio Pereira, no dia 10 de abril, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.
Miguel Azguime · © Jorge Carmona
Miguel Azguime · © Jorge Carmona

Entre Chien et Loup (2026) é o título de uma nova peça para vibrafone e eletrónica em tempo real do com­positor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT), que o percussionista Jonathan Silva estreará no próximo dia 17 de abril no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no contexto do projeto Vridges. No mesmo dia, em Barcelona, o percussionista Miquel Bernat interpretará a nova obra de Miguel Azguime para vibrafone solo, intitulada Mineralizan­do! (2026). Este con­certo integra um festival organizado para celebrar os 25 anos da Escola Superior de Música de Cata­lunya. Adicionalmente, outra peça de Miguel Azguime, Ícone I, criada em 1992 para dorna e es­cada de madeira, faz parte do recital Caixa Elétrica, que o percus­sionista João Dias realizará no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no dia 10 de abril, bem como nos dias 11 e 12, res­petivamente em Odemira, na Igreja da Misericórdia e na Estação das Artes, em Santa-Clara-a-Velha.

A estreia da obra per la­mentationem, de Patrícia Sucena Almeida (compo­sitora editada pelo MIC.PT), terá lugar no dia 24 de abril, no Auditório da Escola de Música São Teotónio, em Coimbra. O ensemble responsável pela sua encomenda é o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa que a apre­sen­tará, sob a direção do maestro João Defeza, juntamente com três miniaturas/arranjos realizados por Jorge Sá Ma­chado a partir de três obras de Jorge Peixinho: CDE, Sine Nomine e Coral. À interpretação destas miniaturas, bem como à impro­visação coletiva final, juntar-se-ão os alunos e as alunas da Escola de Música São Teotónio. Citando um excerto das notas de programa da autoria de Patrícia Su­cena Almeida, sobre a obra per la­mentationem: «A Mãe Terra emite gemi­dos profundos que se fundem com os que ecoam pelo mun­do humano. Formam um lamento coletivo que clama por uma nova direção...».

No dia 25 de abril, no Teatro das Figuras, em Faro, será estreada uma nova obra para orquestra e público da compo­sitora Sara Carvalho (edi­tada pelo MIC.PT). Intitulada emergimos da noite e do silêncio, esta composição evoca a energia coletiva da revolução, integrando a participação direta do público como elemento sonoro e emocional da narrativa. O programa do concerto — Celebração 25 de Abril: as Novas Memórias da Revolução — inclui ainda um tributo a Sérgio Godinho, com orques­trações de Xavier Ribeiro de várias canções do poeta, com­positor e intérprete. A interpretação ficará a cargo da Or­questra do Algarve, do ensemble Canto Novo, do cantor Tiago Nacarato, do Coro Comunitário da A.M.A. e do ma­estro Pablo Urbina. Adicionalmente, a obra de Sara Carvalho sobre a areia o tempo poisa (2016), para piano, violino e vio­loncelo, foi selecionada para o MISE-EN Festival 2026, que decorrerá em Nova Iorque, nos EUA, em junho.

Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Per­cussivas é um novo espe­táculo multimédia, que con­ta com a au­toria de Vítor Rua (com­positor editado pelo MIC.PT), co-autoria e performance do percussionista João Pedro Lourenço e declamação de prosa pelo ator João Reis. Este espetáculo, ou «ópera» (como denomina o pró­prio Vítor Rua), será apresentado no próximo dia 7 de abril no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Como revelam os autores nas notas de programa, dividia em seis partes, a obra «Res­sonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas transcende fronteiras artí­sticas, ofere­cendo uma experiência sensorial e intelectual única. Inte­grando performance per­cussiva, pro­jeções de vídeo, lumino­tecnia, cenografia imer­siva, poesia e proces­samento de som em tempo real, este espetáculo multimédia transforma a arte num veículo po­deroso para refletir sobre a interconexão entre o ser hum­ano, a natureza e o cosmos. »
 
Em Foco • Arquivo (em atualização)
2011–2026
Desenvolvida desde fevereiro de 2011, a secção Em Foco é uma ru­brica regular do MIC.PT, na qual é dado destaque, sobretudo, a compo­sitores contem­po­râneos residentes em Portugal. Cada edição bimensal do Em Foco consiste num artigo ou numa entrevista, bem como numa lista de reprodução.
MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
• 10/04 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Festival Música Viva 2026 – Insurgência (parte n.º 1)

Uma emissão dedicada ao 32.º Fes­tival Música Viva, que decorrerá este ano entre 28 de abril e 3 de maio no Teatro São Luiz, em Lisboa. Um fes­tival que tem este ano o mote Insurgência e que se afirma como «um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas». Neste programa conver­samos com alguns dos intérpretes presentes nos oito con­certos do Música Viva 2026, entre solistas, membros de en­sembles e maestros. O festival apresenta várias obras de compositores portugueses em estreia absoluta, ao lado de criações emblemáticas do século XX.
• 24/04 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Festival Música Viva 2026 – Insurgência (parte n.º 2)

Este Música de Invenção e Pesquisa conta com a participação de vários intérpretes presentes na edição do Festival Música Viva deste ano, que terá lugar no Teatro São Luiz, em Lisboa, entre 28 de abril e 3 de maio. Um festival que vai na sua 32.ª edição e que as­sume este ano a Insurgência como necessidade vital, num gesto político consciente «contra a inércia, o silenciamento e a indiferença». Um festival com destacados intérpretes portugueses da atualidade, com diversas obras em estreia mundial, afirmando a criação contemporânea como espaço de risco, de pensamento e de afirmação artística. Uma con­versa moderada por Pedro Boléo com instrumentistas e ma­estros presentes no festival e acompanhada por excertos musicais de obras que serão tocadas no Música Viva 2026.
Novas Partituras no MIC​.​PT
andorinhas
imagem ilustrativa
A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de com­positores residentes em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico. Neste momento, o Catálogo do MIC.PT inclui 1204 partituras.
Carlos Lopes (CLop0003)
defunto (2021) · flauta
Miguel Azguime (MA0047)
Language Building (2020) · 12 vozes
novos CD no MIC​.​PT

Obras de Miguel Azguime: Derrière Son Double (2001), Moment à l'extrêmement (2006), No Oculto Profuso – medidamente a desmesura (2009), Mestre Gato ou o Gato de Botas (2009), De part et d’autre (2011), Son à ta demeure (2015), Trabalho Poético I: árvore (2016), Descriptions de la Matière (2016), Illuminations (2016), Aliterações de Água (2017), ConCordas (2016), Drifting I-II-III (2023), D’un horizon tendu (2019), Avoir l’Air (2019), Três Cantos para Libertar o Ar (2021), Et s’il à l’issue (2019), Against Silence – triplo concerto para clarinete, violoncelo, piano e orquestra de cordas (2020), Language Building (2022), Par ce chemin de rien (2020), Point Vermeil (2021), La Transfiguration de l’Impossible (2022), Melancholia (2019) e O Jardim das Oliveiras – concerto para orquestra (2024); na interpretação dos ensembles: Camerata Alma Mater, Cantando Admont, Neue Vocalsolisten, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Remix Ensemble Casa da Música e Sond’Ar-te Electric Ensemble; maestros e maestrinas: Cordula Bürgi, Laurent Cuniot, Pedro Neves e Stefan Asbury; e solistas: Camila Mandillo (soprano), Elsa Silva (piano), Filipe Quaresma (violoncelo), João Dias (percussão), Nuno Pinto (clarine­te), Sílvia Cancela (flauta) e Vítor Vieira (violino).

Obras de Miguel Carvalho (Contos Artificiais), Alfredo Teixeira (Quando morre um homem), Eurico Carra­patoso (Pequeno Poemário de Pessanha), Miguel Jesus (Ar de In­verno), Carlos Garcia (Paisagens no céu, no mar e na terra), Eugénio Rodrigues (Pietà); na inetrpretação do Nova Era Vocal Ensemble e João de Almeida Barros (maestro).
Novos Livros no MIC​.​PT

Livro editado em 2025, por ocasião dos 40 anos da Miso Music Portugal, com textos de: Ágata Mandillo, Andreia Nogueira, António de Sousa Dias, António Ferreira, Catarina Vaz Pinto, Christopher Bochmann, Cristina Fernandes, Graça Filipe, Guillaume Bourgogne, Eva Aguilar, João Almei­da, Miguel Azguime, Nuno Mateus, Paula Azguime, Pedro Boléo, Pedro Prista, Perseu Mandillo e Robert Glassburner. Coordenação editorial: Pedro Boléo, Maria da Paz Carvalho e Jakub Szczypa.

A nova edição em livro de Obras Incompletas, de Miguel Azguime, reúne em seis volumes um conjunto de 23 obras musicais compostas entre 2001 e 2024, oferecendo um olhar alargado sobre mais de duas décadas de criação. A este corpus juntam-se poemas inéditos do compositor, re­velando a estreita relação entre pensamento musical e escrita verbal que atravessa toda a sua obra. Este conjunto é acompanhado por um ensaio de Pedro BoléoUma criação em aber­to por caminhos inesperados ao en­contro do som e do tempo dos outros — que propõe uma leitura crítica e contextualizada deste universo estético.
estreias recentes
Papa est mort – António Feijó – O poeta que morreu
de amor
>> ver obra
07/03, Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima
José Eduardo Gomes (maestro), Marco Alves dos Santos (tenor), Sara Braga Simões (soprano), Tiago Matos (barítono) e Toy Ensem­ble: Avaro Pereira (violino I), José Ricardo Reis (violino II), Teresa Correia (viola), Burak Oskan (violoncelo), Gil Moraes (contrabaixo), Marco Pereira (flauta), Tiago Bento (clarinete), Dário Ribeiro (trompa), Vítor Castro (percussão) e Christina Margotto (piano)
Amor de Perdição>> ver obra
13/03, Teatro Municipal de Vila Real
Jan Wierzba (maestro), Raquel Mendes (soprano), Inês Constantino (meio-soprano), Paulo Lapa (tenor), Moços do Coro, Oniros Ensemble
Aeroreality>> ver obra
La Gloire du Superflu>> ver obra
14/03, O’culto da Ajuda, Lisboa
António Ferreira (projeção sonora)
Leve, levemente>> ver obra
If the rain doesn’t fall, will the wind still blow?>> ver obra
Sara Ross
Quiet Sitting>> ver obra
24/03, Casa da Música, Porto
Remix Ensemble Casa da Música, Ensemble Orquestral da Beira Interior, Pedro Neves (direção musical), Filipe Quaresma (violoncelo)
racing on a cul-de-sac>> ver obra
26/03, Bühne, Alte Feuerwache, Colónia, Alemanha
Cologne Guitar Quartet (Tobias Juchem, Henrique Almeida, Ptolemaios Armaos e Tal Botvinik)
RIZOMA
logo · riZoma
logo · riZoma
Plataforma de Intervenção e Inves­tigação para a Criação Musical

riZoma é uma rede formada por um conjunto de entidades ligadas à criação, à educação, à interpretação e à inves­tigação, com experiência no contexto da música erudita con­temporânea. A Plataforma foi criada para es­tabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a con­stituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, criando uma força nova que assenta no valor in­estimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a iden­tidade cultural do nosso país.
ATUALIDADE

No dia 21 de abril, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, terá lugar o lançamento da nova edição-livro, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, que resulta de um trabalho desenvolvido por Eva Aguilar, Lluïsa Paredes e Pedro do Carmo, inspirado por uma ideia do violoncelista Paulo Gaio Lima. A edição desta nova publicação conta com os apoios da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desposto/Direção-Geral das Artes, da Comissão Comemora­tiva 50 Anos 25 de Abril, da Associação José Afonso, da Biblioteca Nacional de Portugal, da RTP Antena 2 e do Centro de Investigação e Informação da Mú­sica Portuguesa – MIC.PT. A publicação cruza a tradição do violoncelo com a obra de José Afonso, encarando-a como um laboratório de experimentação sob­re o ato de interpretar, onde a reflexão surge no próprio encontro com a sua obra. Trata-se de um instrumento pedagógico e performativo: cada canção é acompanhada por notas, textos e recursos digitais que ampliam a escuta. A edição-livro digital, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, estará disponível através do Catá­logo de Partituras editadas pelo MIC.PT. O concerto de lançamento contará com a participação do etnomusicólogo Hugo Castro, do violoncelista Pedro Serra e Silva, do jornalista Pedro Boléo e dos Violon­celos de Zeca Afonso: Eva Aguilar, Lluïsa Paredes, Jasmim Mandillo e Pedro do Carmo.
Teatro São Luiz · © Estelle Valente
Teatro São Luiz · © Estelle Valente

Está a aproximar-se a data de arranque da festa anual da música contemporânea, organizada pela Miso Music Portugal, com um foco especial dado à música criada em Portugal. A 32.ª edição do Festival Música Viva, intitulada Insurgência, «afirma-se», nas palavras do seu diretor artístico, Miguel Azguime, «como um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas». Como enfatiza Miguel Azguime: «Nesta 32.ª edição, Insurgência é simultaneamente poética e política. A criação musical surge como ato de confronto, de desvio e de recusa, afirmando a arte como arma sensível contra a violência estrutural, a desumanização e a lógica do medo. As obras apresentadas não procuram o conforto, mas antes a fricção: questi­onam, expõem feridas, abrem fissuras e convocam novas formas de escuta, pensamento e presença». O programa do festival inclui um vasto leque de obras criadas por comp­ositores portugueses: Bruno Gabirro, Carlos Brito Dias, Carlos Lopes, Diogo Alvim, Fernando Lopes-Graça, João Quinteiro, Jorge Peixinho, José Carlos Sousa, Marta Domingues, Miguel Azguime, Pedro Berardinelli e Solange Azevedo. Quanto à interpretação, o programa do festival conta com pessoas e grupos que já se apresentaram várias vezes no Música Viva, bem como com novos participantes: o Duo Nada Contra com Mrika Sefa (piano) e Francisco Cipriano (percussão), o Ensemble MPMP, o Grupo de Percussão da Orquestra de Câmara Portuguesa dirigido por Pedro Carneiro, o pianista José Pedro Ribeiro, o Miso String Quartet, a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção de Pedro Neves, a Sinfonietta de Braga e o Sond’Ar-te Electric Ensemble dirigido por Guillaume Bourgogne. Este ano, o Festival Música Viva convida também a palavra poética como ato político e sonoro: em cada concerto, poetas, escritores, atores, lêem poemas sobre insurgência, resistência e liberdade; vozes que entram em diálogo com as obras musicais, ampliando o campo de sentido de cada encontro. Poesia e textos de: Shahd Wadi, Gisela Casimiro, Jorge de Sena, Luiz de Camões, Audre Lorde, Mrika Sefa, Sidónio Muralha, Gonçalo M. Tavares e Mário Dionisio. O Festival Música Viva 2026 decorrerá de 28 de abril a 3 de maio, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.
OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS
imagem ilustrativa
imagem ilustrativa

Estão abertas as candidaturas para o concurso internacional Writing for Big Band – A Challenge?, organizado pelos pro­motores do Projeto Cultural New Voices of the Big Band, em parceria com a Big Band da Rádio Romena, através da So­ciedade Romena de Radiodifusão e cofinanciado pela Admi­nistração do Fundo Nacional de Cultura da Roménia. O objetivo do concurso é pro­mover e estimular a criação original para o conjunto de big band — um efetivo instrumental espe­cífico do jazz, mas frequentemente integrado noutros géneros musicais híbridos, especial­mente nas últimas décadas. O concurso está aberto a jovens compositores que sejam cida­dãos/residentes de países europeus e tenham entre 18 e 35 anos. O prazo para entrega das obras termina no dia 10 de maio de 2026.
imagem ilustrativa
imagem ilustrativa

O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV) anuncia a 19.ª edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (CICPV). O CICPV tem como objetivo premiar obras de compositores nascidos depois de 1 de dezembro de 1985. O agrupamento de música convidado para a edição de 2026 é o Ensemble Contemporâneo da Póvoa de Varzim, sob a direção do maestro Stanley Dodds. As obras concorrentes deverão utilizar, pelo menos, dez instrumentos diferentes desta formação. O júri, que atribuirá dois prémios e reserva o di­reito de atribuir também menções honrosas, é constituído por Vasco Mendonça (presidente), Ângela da Ponte e Nik Bärtsch. O prazo para entrega das obras termina impreterivelmente no dia 3 de junho de 2026.
imagem ilustrativa
imagem ilustrativa

Com o objetivo de promover e incentivar a criação musical erudita contemporânea e de divulgar o trabalho de jovens compositoras e compositores, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP/Antena 2 promovem mais uma edição do Prémio de Composição SPA/Antena 2 destinado a compo­sitores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros resi­dentes em Portugal há mais de quatro anos, nascidos a partir de 1 de janeiro de 1991. As obras a concurso deverão ser inéditas, puramente orquestrais, sem recurso a solista(s) nem meios eletrónicos. A estreia da obra premiada, na interpretação da Orquestra Gulbenkian, decorrerá durante o 16.º Festival Jovens Músicos, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a 17 de setembro de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 3 de julho de 2026 (data de receção).

Estão abertas as candidaturas para o Prémio de Compo­sição Acordeão 2026 (9.ª Edição · Folefest). Este Prémio destina-se a compositores e compositoras de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal, de qualquer idade. A obra a apresentar terá de ser inédita, reservando-se à organização do Prémio a estreia absoluta das obras premiadas. As obras a concurso deverão ser escritas para um agru­pamento de música de câmara (de dois a seis instrumentos), com a inclusão obrigatória de um único acordeão. O júri será formado por: Daniel Moreira (com­positor), Ana Seara (compositora), Paulo Jorge Ferreira (acordeonista/compositor/presidente do júri) e Nélson Ruivo (secre­tariado — Associação Folefest). As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 17 de julho de 2026 (data de envio).

Com o objetivo de incentivar a criação e a difusão de novas obras acusmáticas/eletroacústicas, a Miso Music Portugal promove e organiza a 27.ª edição do Concurso Internacional de Composição Eletroacústica – Música Viva 2026. O con­curso está aberto a compositores de qualquer naciona­lidade e idade, sendo que cada pessoa só pode submeter uma obra que não tenha sido publicada comercialmente nem premiada noutro concurso, nacional ou internacional. O júri do 27.º Con­curso Internacional de Composição Eletroacústica – Música Viva 2026, cuja composição será anunciada bre­vemente, atribuirá o valor de 500 € à obra premiada. A obra vencedora será interpretada em concerto pela Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal, em 2026, em Lisboa. A data limite para apresentação das obras a concurso é 31 de julho de 2026 (23h59, tempo de Lisboa).

A Banda Sinfónica Portuguesa promove o Concurso Internacional de Composição com o objetivo de estimular a criação de repertório original para banda. Aberto a compo­sitores de todas as nacionalidades com idade até aos 40 anos (à data de 31 de dezembro de 2026), o concurso as­sume a composição musical como um espaço de diálogo artístico frequentemente inspirado noutras áreas. Na edição de 2026, a BSP propõe como tema a adesão de Portugal à União Europeia. Os participantes são desafiados a criar uma obra original que estabeleça uma re­lação artística e conceitual com o tema proposto. A decisão final do júri acerca dos resultados do concurso ocorrerá após a estreia pública das obras finalistas, que terá lugar em concerto pela Banda Sinfónica Portuguesa, em novembro, no Porto. As inscrições para o concurso deverão ser efetuadas até ao dia 20 de setembro de 2026.
Entrevistas MIC​.​PT
vídeo · entrevistas
imagem ilustrativa · Unsplash
No passado mês de março o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais uma Entrevista do ciclo Na 1.ª Pessoa com o compositor Eduardo Luís Patriarca, con­duzida pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravada em 2022, no Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 37 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a RTP Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
Entrevistas recentes
Eduardo Luís Patriarca   Paulo Ferreira-Lopes   Diogo da Costa Ferreira   Luís Neto da Costa   António Pinho Vargas   Cândido Lima  
Fernando C. Lapa   Fátima Fonte   Pedro Rebelo   Paulo Bastos   Sofia Sousa Rocha   Bruno Gabirro  
Christopher Bochmann   António Chagas Rosa   António Ferreira   Daniel Moreira   João Castro Pinto   Ângela da Ponte  
Ângela Lopes   Diogo Alvim   Filipe Esteves   Filipe Lopes   José Carlos Sousa  
Entrevistas 2019-2021
Amílcar Vasques-Dias   António de Sousa Dias   Carlos Marecos   Daniel Schvetz   David Miguel   Isabel Soveral
Jaime Reis   João Quinteiro   Miguel Azguime   Patrícia Sucena de Almeida   Pedro Amaral   Rui Penha
Sara Carvalho   Vítor Rua
Entrevistas 2003-2005
Álvaro Salazar   Amílcar Vasques-Dias   António Pinho Vargas   Christopher Bochmann   Filipe Pires   Luís Tinoco
Paulo Raposo   Pedro Amaral
footer
Agenda Catálogo de Partituras MIC.PT Espaço Crítica para a Nova Música MIC.PT EN MISOMUSIC.ME mail MIC.PT MIC.PT IAMIC DGARTES Facebook Instagram X YouTube SoundCloud