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ELI CAMARGO JÚNIOR EM FOCO NO MIC.PT EM MAIO

Em maio, a secção Em Foco do mic.pt é dedicada a Eli Camargo Júnior, no âmbito do 70.º aniversário deste compositor e professor. Eli Camargo Júnior formou-se em Guitarra Clássica na Faculdade de Música de Santos (Henrique Pinto), no Brasil, e em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa ( António Pinho Vargas e Christopher Bochmann) e na Universidade de Évora ( Christopher Bochmann e Vanda de Sá), tendo escrito a sua tese sobre Sincronismo na Música de Câmara, estratégias de notação. Lecionou na Faculdade de Música de Santos e em vários conservatórios regionais em Portugal, bem como no Instituto Piaget de Almada e no Conservatório Nacional de Lisboa. Foi também coordenador do projeto didático do Centro de Música e Imagem da EMCN, criado com Jorge Sá Machado (música eletrónica) e João Vasco Almeida (fotografia e vídeo). Apresenta-se como compositor desde 2004, tendo a sua música sido interpretada por solistas e grupos como o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, os Solistas da Metropolitana, o Entre Madeiras Trio, Júlio Guerreiro, Paulo Amorim, Luís Gomes e Catherine Strynckx. A sua obra tem sido alvo de divulgação institucional pela RTP Antena 2 ou no concerto monográfico Elle, realizado em 2019 no O’culto da Ajuda, em Lisboa.
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Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC.PT
No dia 3 de maio, o Grande Auditório do Conservatório de Música de Coimbra, recebe a ópera As Sombras de uma Azinheira, com música de Amílcar Vasques-Dias (compositor editado pelo MIC.PT), libreto de Eduarda Freitas, baseado no livro de Álvaro Laborinho Lúcio e encenação de Mário João Alves. A intrepretação desta ópera, estreada a 25 de abril de 2025 e encomendada pela Ritornello Associação Cultural, contará com a direção musical de António Ramos e com a participação de Tânia Ralha e André Henriques (cantores), António Ramos, Clara Dias e Hugo Brito (violinos), Diana Antunes (viola), Rogério Peixinho (violoncelo) e Júlia Miranda (contrabaixo). «Nesta ópera», diz Amílcar Vasques-Dias, «Catarina, a personagem principal, nascida a 25 de abril de 1974, não gosta do nome que tem, nem de celebrar o seu aniversário, tendo uma visão muito própria do que é a liberdade que vive e sente.»
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Escrita em 2008 para orquestra de cordas, a obra Rebel (Chaos), do compositor Bruno Gabirro (editado pelo MIC.PT), será apresentada no dia 2 de maio no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, no âmbito do Festival Música Viva 2026 – Insurgência. Neste concerto, intitulado Música/Transformação, a Sinfonietta de Braga, sob a direção de Rita Castro Blanco, interpretará também obras de Alban Berg, Carlos Brito Dias (compositor editado pelo MIC.PT), György Ligeti e Tōru Takemitsu. Em Rebel (Chaos), obra galardoada com o Eric Coates Prize for Composition da Royal Academy of Music, em Londres, e dedicada ao compositor e violinista francês Jean-Féry Rebel (1666–1747), cujas composições são marcadas por uma originalidade e uma inovação impressionantes, Bruno Gabirro explora uma escrita incisiva e energética, onde o gesto musical se afirma com vigor e contraste.
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was birgst du so bang dein Gesicht? (2019) é o título da obra para orquestra de cordas do compositor Carlos Brito Dias (editado pelo MIC.PT), que integra o programa do concerto Música/Transformação, no âmbito do Festival Música Viva 2026 – Insurgência. O concerto, interpretado pela Sinfonietta de Braga, sob a direção de Rita Castro Blanco, terá lugar no dia 2 de maio, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa. O título da obra de Carlos Brito Dias é uma referência a um verso da tradição germânica, mais concretamente da Lied Erlkönig, de Franz Schubert, com texto de Johann Wolfgang von Goethe. Segundo as notas de apresentação do concerto, na obra was birgst du so bang dein Gesicht? o compositor convoca «uma dimensão interrogativa e introspectiva, como se a música procurasse revelar aquilo que permanece oculto sob a superfície da experiência humana.»
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A obra Tłumaczenie (2015) do compositor Diogo Alvim (editado pelo MIC.PT) será apresentada no concerto inaugural do Miso String Quartet, integrado no Festival Música Viva 2026 – Insurgência, que terá lugar a 2 de maio, no Teatro São Luiz, em Lisboa. « Tłumaczenie», diz Diogo Alvim, «significa “tradução” em polaco e a peça parte de uma experiência de tradução entre arquitetura e música, tomando como referência o edifício do Departamento de Música do Stranmillis College, em Belfast, desenhado por Henry Wightman, em 1968. Trata-se de um edifício invulgar: quase suspenso, como um disco voador, mas ao mesmo tempo integrado na paisagem envolvente de uma forma sensível e delicada.» Neste concerto, o Miso String Quartet, composto por Pedro Lopes e César Nogueira (violinos), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violoncelo), interpretará também peças de Doina Rotaru e Steve Reich.
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A obra para cimbalão solo, Curta-metragem n.º 2 (Brumas de outono) (2025), do compositor Daniel Moreira (editado pelo MIC.PT), será interpretada por Cătălin Răducanu, no dia 25 de maio, em Bucareste, no âmbito do festival World New Music Days 2026 – Columna Infinită, na Roménia. Nas notas sobre a obra, Daniel Moreira afirma que «o cimbalão é um instrumento fascinante» e que esta nasceu de um desafio lançado pelo percussionista Manuel Campos, que a estreou na Casa da Música, no Porto, no ano passado. Curta-metragem n.º 2 (Brumas de outono) integra um ciclo de peças para instrumento solo que Daniel Moreira começou a escrever em 2025. «Todas evocam o universo do cinema e cada uma se relaciona com um filme mudo específico», revela o compositor. E acrescenta: «No caso da peça para cimbalão, a referência é ao filme Brumes d’Automne (1929) realizado por Dimitri Kirsanoff». Curta-metragem n.º 2 foi selecionada para o World New Music Days 2026, no âmbito da candidatura oficial da Miso Music Portugal/ MIC.PT (Secção Portuguesa da ISMC) a este festival anual da International Society for Contemporary Music.
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As peças The Non-human Gestalt (2026), Dystutopic (2025) e Hastebound (2025) que integram o lote de videodanças que João Castro Pinto (compositor editado pelo MIC.PT) tem vindo a realizar em colaboração com a coreógrafa e ex-bailarina norte-americana, Mimi Garrard, serão exibidas no âmbito do evento Views, que terá lugar no Rubin Museum of Art, na cidade de Nova Iorque, no dia 2 de maio. Organizada pela Mimi Garrard Dance Theatre Company, esta iniciativa contará ainda com mais duas videodanças, nomeadamente Inner Space (2025) e Peacock (2023), com música de Mimi Garrard e Tom Hamilton, respetivamente. A interpretação das peças esteve a cargo das bailarinas e dos bailarinos: Tim Bendernagel, Kate Jewett, Cynthia Koppe e Samuel Roberts. Na entrevista de 2018 ao MIC.PT, a propósito do seu gosto musical e de algumas das suas abordagens composicionais, João Castro Pinto afirmou: «[…] tenho um profundo interesse pela música minimal, aquela que, por natureza, é rica na arte de orquestrar a diferença na mesmidade e que pode conduzir a estados não ordinários de consciência.»
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Com música da compositora Mariana Vieira (editada pelo MIC.PT), o espetáculo O Corpo que canta, com interpretação da soprano Nataša Šibalić e da violoncelista Catherine Strynckx, será apresentado no dia 16 de maio, no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar. Trata-se de um espetáculo multidisciplinar, com luz e cenografia de Nuno Mika Barros, bem como coreografia e direção de cena de Nélia Pinheiro, que «explora e questiona o diálogo entre homem e máquina, entre voz humana e computador», revelam as notas de programa. O ponto de partida para este projeto é a obra En Echo, de Philippe Manoury, com base em poemas de Emmanuel Hocquard, para soprano e eletrónica, enquadrada noutra criação sonora, encomendada a Mariana Vieira para soprano, eletrónica e violoncelo — «voz humana, corpo e artifício: o que nos atrai, ilude, move ou distancia da realidade digital com a qual cada vez mais nos relacionamos.»
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O concerto de encerramento do Festival Música Viva 2026 – Insurgência, no qual será apresentada a obra do compositor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT), Against Silence – Triplo Concerto para Clarinete, Violoncelo, Piano e Orquestra de Cordas de 2020, terá lugar no dia 3 de maio, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa. Neste concerto, que contará com a participação dos solistas Nuno Pinto (clarinete), Filipe Quaresma (violoncelo) e Elsa Silva (piano), bem como da Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção de Pedro Neves, será ainda interpretado o Triplo Concerto para Violino, Violoncelo, Piano e Orquestra de Ludwig van Beethoven. Adicionalmente, no dia 16 de maio, no Teatro Municipal da Covilhã, a obra Mestre Gato ou o Gato de Botas (2009), com texto de Charles Perrault, será apresentada no contexto do Diz-Concerto, com o Sond’Ar-te Electric Ensemble, maestro Pedro Carneiro e Miguel Azguime no papel de narrador.
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A obra Nas Ressonâncias da Terra, da compositora Solange Azevedo, editada pelo MIC.PT, será estreada no próximo dia 10 de maio na Central de Compressores de Aljustrel, no âmbito do projeto Vanguarda na Aldeia, uma iniciativa do Síntese – Grupo de Música Contemporânea. Este concerto, que marcará o fim de uma residência artística que terá início no dia 9 de maio, contará com a participação do Grupo Coral dos Mineiros de Aljustrel, do Coro da Universidade Sénior e da Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense. Iniciado em 2019, o projeto Vanguarda na Aldeia tem como um dos seus principais objetivos promover o diálogo entre a música erudita contemporânea e o meio rural, realizando residências artísticas em aldeias e encomendando obras a compositores e compositoras portugueses, inspiradas em tradições locais, e envolvendo a comunidade na sua interpretação, de modo a contrariar o elitismo musical.
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A performance de Vítor Rua (compositor editado pelo MIC.PT), Post Hoc Ergo Propter Hoc (2020), para suporte digital, vídeo e duas guitarras elétricas, será apresentada pelos guitarristas do Coletivo Phoebus, José Teixeira e Luís Miguel Leite, no âmbito de dois concertos na Ilha de Maiorca, no final de maio: no dia 29, no Claustre de Sant Bonaventura, durante o I Ciclo de Música Contemporânea de Llucmajor; e no dia 30, no Conservatori Professional de Música i Dansa de Manacor, no contexto da II Temporada de Música Contemporânea de Manacor. Dedicada a José Teixeira e Luís Miguel Leite, a obra Post Hoc Ergo Propter Hoc vive da experimentação, improvisação e performance, com recurso a várias técnicas instrumentais não convencionais. Como diz Vítor Rua, « Post Hoc Ergo Propter Hoc torna a vida mais divertida em algumas culturas: o Sol nasce quando o galo canta, por isso o cantar do galo deve fazer o Sol nascer.»
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Diz-Concerto com música de compositores portugueses No dia 16 de maio, o Teatro Municipal da Covilhã receberá o Diz-Concerto, interpretado pelo Sond’Ar-te Electric Ensemble, sob a direção do maestro Pedro Carneiro e com Miguel Azguime no papel de narrador. Neste espetáculo, que reúne um narrador, instrumentos de orquestra (flauta, clarinete, violino, violoncelo e piano) e meios eletrónicos para dar vida a poemas através da música, serão interpretadas obras de quatro compositores editados pelo MIC.PT: Sonho (2014) de Daniel Martinho, com texto de Fernando Pessoa, Ao desconcerto do mundo (2014) de Ângela da Ponte, com texto de Luís Vaz de Camões, Fala do velho do Restelo ao astronauta (2014) de Sofia Sousa Rocha, com texto de José Saramago e Mestre Gato ou o Gato de Botas (2009) de Miguel Azguime, com texto de Charles Perrault. Este concerto, que contará com a realização da parte eletrónica a cargo de Cláudio de Pina e o desenho de som da responsabilidade de Paula Azguime, desperta a curiosidade pela linguagem musical contemporânea através da literatura e amplia o imaginário sonoro de cada ouvinte, com criações encomendadas a quatro compositores portugueses.
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Em Foco • Arquivo (em atualização)
2011–2026
Desenvolvida desde fevereiro de 2011, a secção Em Foco é uma rubrica regular do MIC.PT, na qual é dado destaque, sobretudo, a compositores contemporâneos residentes em Portugal. Cada edição bimensal do Em Foco consiste num artigo ou numa entrevista, bem como numa lista de reprodução.
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MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
Transmissão da mesa redonda de lançamento de Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos realizada no dia 21 de abril no O’culto da Ajuda, em Lisboa. A nova edição-livro digital resulta de um trabalho coletivo realizado por Eva Aguilar, Lluïsa Paredes e Pedro do Carmo, inspirado por uma ideia do violoncelista Paulo Gaio Lima. Trata-se de uma publicação digital, disponível no portal MIC.PT, que cruza a tradição do violoncelo com a obra de José Afonso, encarando-a como um laboratório de experimentação sobre o ato de interpretar. A mesa redonda conta com a participação do etnomusicólogo Hugo Castro, do violoncelista Pedro Serra e Silva, dos Violoncelos de Zeca Afonso — Pedro do Carmo, Lluïsa Paredes e Eva Aguilar — e da violoncelista Jasmim Mandillo, sendo moderada pelo jornalista e crítico musical Pedro Boléo. Neste programa haverá ainda espaço para a escuta de alguns exemplos musicais do trabalho desenvolvido pelos intérpretes.
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 © Jorge Vilaça
Uma emissão dedicada à Temporada de Música de Câmara Jovem 2026 que se realizará entre 6 e 14 de junho em Lisboa, no espaço do O’culto da Ajuda. Neste Música de Invenção e Pesquisa entrevistamos vários intérpretes presentes na 3.ª edição desta Temporada que pretende incentivar a criação e a interpretação de nova música de câmara, promovendo e estimulando as obras de compositoras e compositores portugueses, bem como revelando jovens músicos e ensembles residentes em Portugal. A Temporada de Música de Câmara Jovem resulta de uma parceria da Miso Music Portugal e da Associação Portuguesa dos Amigos da Música, afirmando-se como «um agente de mudança no cenário que os jovens músicos enfrentam ao projetar o seu futuro no país».
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Novas Partituras no MIC.PT

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A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de compositores residentes em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico. Neste momento, o Catálogo do MIC.PT inclui 1206 partituras.
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Miguel Azguime (MA0048)
Against Silence (2020) · clarinete, violoncelo, piano e orquestra de cordas
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estreias recentes
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Igor Leão Maia
Mundo: Três poemas de Ana Luísa Amaral>> ver obra
Vasco Martins
Oito Vislumbres do Mundo>> ver obra
10/04, Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Porto
Camila Mandillo (soprano), Luís Rendas Pereira (barítono), Filipe Gaio Pereira (piano)
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Wet Neoprene Dream>> ver obra
10/04, O’culto da Ajuda, Lisboa
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Entre Chien et Loup>> ver obra
18/04, O’culto da Ajuda, Lisboa
Jonathan Silva (vibrafone)
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per lamentationem>> ver obra
24/04, Escola de Música São Teotónio, Coimbra
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passagem rumor>> ver obra
28/04, Aveiro_Síntese 2026, Teatro Aveirense
Rodrigo Moreira (oboé)
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No mesmo espaço>> ver obra
30/04, Festival Música Viva 2026 – Insurgência, São Luiz Teatro Municipal
Grupo de Percussão da OCP ( Pedro Carneiro · direção) Rui Borges Maia (flauta), Maria Grilo (soprano), Markéta Chumová (mezzo-soprano)
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RIZOMA

logo · riZoma
Plataforma de Intervenção e Investigação para a Criação Musical
riZoma é uma rede formada por um conjunto de entidades ligadas à criação, à educação, à interpretação e à investigação, com experiência no contexto da música erudita contemporânea. A Plataforma foi criada para estabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a constituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, criando uma força nova que assenta no valor inestimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a identidade cultural do nosso país.
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ATUALIDADE

No passado mês de abril deixou-nos Álvaro Cassuto (1938–2026), um dos mais conceituados maestros portugueses e compositor. Nascido no Porto a 17 de novembro de 1938, Álvaro Cassuto estudou com os compositores Artur Santos e Fernando Lopes-Graça. Em 1960, frequentou os Cursos Internacionais de Darmstadt, na Alemanha, onde entrou em contacto com os compositores Karlheinz Stockhausen, György Ligeti e Olivier Messiaen. Estudou Direção de Orquestra com os mestres Pedro de Freitas Branco, Herbert von Karajan e Franco Ferrara. Em 1969, foi o vencedor do prestigiado Galardão Koussevitzky, considerado o mais importante prémio internacional para jovens maestros. Entre 1970 e 1992, dirigiu a Orquestra Sinfónica da RDP, tendo fundado a Nova Filarmónica Portuguesa em 1993. Entre 1993 e 1999, dirigiu também a Orquestra Sinfónica Portuguesa, tendo sido, posteriormente, maestro titular da Orquestra do Algarve. Álvaro Cassuto viveu 18 anos nos Estados Unidos, onde foi professor de Música na Universidade da Califórnia e diretor musical da Rhode Island Philharmonic e da National Orchestra of New York, antes de regressar definitivamente a Portugal em 1986. Como maestro convidado, dirigiu ainda a Orquestra Filarmónica de Londres, a Real Orquestra Filarmónica e a Orquestra Filarmónica da BBC no Reino Unido, a Orchestre de la Suisse Romande, a Orquestra de Paris, bem como as orquestras da RAI em Itália e a Nacional de Espanha. Ao longo de toda a sua carreira, Álvaro Cassuto tem sido um dos principais divulgadores da obra do compositor Joly Braga Santos.
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OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS
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O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim ( FIMPV) anuncia a 19.ª edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim ( CICPV). O CICPV tem como objetivo premiar obras de compositores nascidos depois de 1 de dezembro de 1985. O agrupamento de música convidado para a edição de 2026 é o Ensemble Contemporâneo da Póvoa de Varzim, sob a direção do maestro Stanley Dodds. As obras concorrentes deverão utilizar, pelo menos, dez instrumentos diferentes desta formação. O júri, que atribuirá dois prémios e reserva o direito de atribuir também menções honrosas, é constituído por Vasco Mendonça (presidente), Ângela da Ponte e Nik Bärtsch. O prazo para entrega das obras termina impreterivelmente no dia 3 de junho de 2026.
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Com o objetivo de promover e incentivar a criação musical erudita contemporânea e de divulgar o trabalho de jovens compositoras e compositores, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP/Antena 2 promovem mais uma edição do Prémio de Composição SPA/Antena 2 destinado a compositores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal há mais de quatro anos, nascidos a partir de 1 de janeiro de 1991. As obras a concurso deverão ser inéditas, puramente orquestrais, sem recurso a solista(s) nem meios eletrónicos. A estreia da obra premiada, na interpretação da Orquestra Gulbenkian, decorrerá durante o 16.º Festival Jovens Músicos, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a 17 de setembro de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 3 de julho de 2026 (data de receção).
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Estão abertas as candidaturas para o Prémio de Composição Acordeão 2026 (9.ª Edição · Folefest). Este Prémio destina-se a compositores e compositoras de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal, de qualquer idade. A obra a apresentar terá de ser inédita, reservando-se à organização do Prémio a estreia absoluta das obras premiadas. As obras a concurso deverão ser escritas para um agrupamento de música de câmara (de dois a seis instrumentos), com a inclusão obrigatória de um único acordeão. O júri será formado por: Daniel Moreira (compositor), Ana Seara (compositora), Paulo Jorge Ferreira (acordeonista/compositor/presidente do júri) e Nélson Ruivo (secretariado — Associação Folefest). As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 17 de julho de 2026 (data de envio).
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A Banda Sinfónica Portuguesa promove o Concurso Internacional de Composição com o objetivo de estimular a criação de repertório original para banda. Aberto a compositores de todas as nacionalidades com idade até aos 40 anos (à data de 31 de dezembro de 2026), o concurso assume a composição musical como um espaço de diálogo artístico frequentemente inspirado noutras áreas. Na edição de 2026, a BSP propõe como tema a adesão de Portugal à União Europeia. Os participantes são desafiados a criar uma obra original que estabeleça uma relação artística e conceitual com o tema proposto. A decisão final do júri acerca dos resultados do concurso ocorrerá após a estreia pública das obras finalistas, que terá lugar em concerto pela Banda Sinfónica Portuguesa, em novembro, no Porto. As inscrições para o concurso deverão ser efetuadas até ao dia 20 de setembro de 2026.
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Está aberta a Chamada de Comunicações para o 4.º EMTI, uma iniciativa do MIC.PT e com curadoria da compositora Isabel Soveral, que terá lugar no dia 11 de dezembro no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Este encontro constrói um espaço de reflexão crítica e de partilha de investigação nas áreas da criação musical contemporânea, interpretação, teoria e tecnologia da música, convidando investigadores, compositores, intérpretes, artistas sonoros e estudantes a apresentarem comunicações que explorem as múltiplas relações entre a música, a tecnologia e o pensamento criativo. O 4.º EMTI dará particular destaque às práticas de espacialização, eletroacústica e difusão sonora por meio de sistemas de altifalantes, decorrendo em simultâneo com um Simpósio de Espacialização dedicado à Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal. A Chamada para o 4.º EMTI está aberta até ao dia 11 de setembro de 2026.
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Entrevistas MIC.PT

No passado mês de março o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais uma Entrevista do ciclo Na 1.ª Pessoa com o compositor Eduardo Luís Patriarca, conduzida pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravada em 2022, no Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 37 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a RTP Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
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