EM FOCO DE NOVEMBRO • VOZES DIVERSAS CONTRA O SILENCIAMENTO
Mind the Gap · Compositoras · Cadavre Exquis
Mind the Gap
Compositoras — Cadavre Exquis
Em novembro propomos uma reflexão sobre a igualdade de género e as formas de ca­minhar nesse sentido no campo da composição e da interpretação da música da atua­lidade. Publicamos o texto Vozes diversas contra o silenciamento – a propósito da discri­minação de género na música contemporânea, de Pedro Boléo, que pretende contribuir para a reflexão sobre estes temas, num momento em que se realizam em Portugal algu­mas das ações do projeto europeu Mind the Gap, que pretende celebrar a diversidade artística e promover a igualdade no campo da criação musical da atualidade.
       O projeto terá em Lisboa ações formativas, de sensibilização e debate, mas também iniciativas criativas, incluindo um concerto com obras de mulheres compositoras e um con­certo em que será apresentado um Cadavre Exquis, obra coletiva criada por nove compo­si­toras mulheres de França, Portugal, Letónia e Hungria, países envolvidos neste projeto europeu de que a Miso Music Portugal é parceira.
       Ao mesmo tempo, publicamos neste Em Foco as respostas recebidas de diversas compositoras portuguesas à pergunta lançada pelo MIC.PT: «No século XXI, as composi­toras em Portugal têm vindo a ganhar cada vez mais relevância, não obstante a despro­porção significativa entre o número de compositoras e compositores continuar a ser notória. Que estratégias poderiam ser sugeridas para colmatar esta falta de equilíbrio?» Várias das compositoras que responderam à pergunta intervêm também noutros campos de atividade, do ensino à investigação, do fomento à promoção e divulgação da música contemporânea.
Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC​.​PT
Ângela da Ponte · © Alipio Padilha
Ângela da Ponte · © Alipio Padilha

No próximo dia 5 de no­vembro, o Borealis En­semble — com António Carrilho (flauta de bisel), Henrique Portovedo (saxofone), Helena Marinho (piano) e Nuno Aroso (percussão) — estreará uma nova obra da compositora Ângela da Ponte (editada pelo MIC.PT), intitulada Contornando (2026). O concerto terá lugar no Auditório David Russel do Conservatório Superior de Música de Vigo, em Espanha, e é o primeiro de uma digres­são intitulada Margens, que levará o Borealis a Riba d’Ave, Porto, Aveiro, Vila Real, Mafra e Évora. Também este mês, no Conservatório Superior de Música de Vigo, terá lugar a interpretação pública de outra obra de Ângela da Ponte: no dia 14 de novembro, no Auditório Martín Códax, a pianista Inês Filipe apresentará um recital de música de composi­tores portugueses, Atrás das teclas, que incluirá a obra Residual sounds after storms (2026).
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar

No próximo dia 1 de no­vembro, o Coro Casa da Música interpretará na Sala Suggia da Casa da Música, no Porto, a obra De Pro­fundis, de António Pinho Vargas, sob a direção do novo maestro titular do Coro, Léo Warynski. Composta entre 2014 e 2015, esta é a primeira obra para coro a cappella deste compositor (editado pelo MIC.PT), escrita a pedido do maestro Paulo Lourenço, a quem está dedicada, e baseada no Salmo 130. A compo­sição De Profundis é constituída por nove secções que ex­ploram o ritmo, a divisão silábica e o contraste entre a ra­pi­dez e a lentidão da declamação do texto sacro. Em 2017, a obra foi editada em disco pela editora Warner Music, junta­mente com a composição para coro e orquestra, Magnificat de 2013, numa gravação com o Coro Gulbenkian dirigido por por Paulo Lourenço e com a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção de Cesário Costa.

A obra Concertino (1965), para quarteto de cordas, da compositora Constança Capdeville (editada pelo MIC.PT), será interpretada pelo Miso String Quartet, com Pedro Lopes (violino), César Nogueira (violino), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violoncelo), no dia 12 de novembro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no âmbito do projeto Mind the Gap, que visa reduzir as desigualdades de género no setor da música e aumentar a visibilidade das compositoras de todas as gerações. António de Sousa Dias foi o respon­sável pelo grafismo, pela pesquisa e pela revisão musical da partitura do Concertino. Segundo este com­positor (também editado pelo MIC.PT), a peça inclui, no segundo an­damento, uma espécie de variações a partir da Canção do Figueiral, uma antiga canção portuguesa que já tinha sido recuperada por Vianna da Motta e Fernando Lopes-Graça. A obra Concertino terá sido composta antes de Música para 15 Executantes, do mesmo ano de 1965, para conjunto ins­trumental, segundo as indicações na partitura.
Fátima Fonte · © Marije van den Berg
Daniel Moreira · © Alexandre Delmar

Baquetas à solta — para marimba, timbila, vibrafone, six-xen, bateria, bombo e duas caixas de cartão — é a segunda peça do compo­sitor Daniel Moreira (edita­do pelo MIC.PT) escrita no âmbito do projeto Kino-Kinesis, um trabalho em curso desde 2026. Esta série de peças para quarteto de percussão e eletrónica, criada para o Drumming – Grupo de Percussão, inclui filmes de animação realizados por crianças no âmbito do projeto Clia/Anilupa. A peça Baquetas à solta foi composta para um filme concebido por alunos da Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, sob a orientação da professora Felisbina Antunes e de Fernando José Saraiva, do projeto Anilupa. O concerto do Drumming – GP terá lugar no Conservatório de Música do Porto, no próximo dia 3 de novembro, e incluirá no programa a primeira obra escrita por Daniel Moreira para a série Kino-Kinesis, intitulada As mãos misteriosas para vibrafone, tim­bila, six-xen e duas mbiras, bem como uma peça do com­positor espanhol Eduardo Soutullo.
Fátima Fonte · © Marije van den Berg
Fátima Fonte · © Marije van den Berg

Rotina (2026) para quarteto de cordas é uma nova obra da compositora Fátima Fonte, encomendada pela Miso Music Portugal, que será estreada no próximo dia 12 de novembro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no âm­bito do projeto europeu Mind the Gap. Neste concerto, o Mi­so String Quartet — composto por Pedro Lopes (violino), César Nogueira (violino), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violoncelo) — interpretará também obras de Cons­tança Capdeville, Doina Rotaru e Kaija Saariaho. «Rotina», explica Fátima Fonte na nota de programa, «é composta por quatro miniaturas, cada uma construída à volta de um osti­nato». A compositora acrescenta ainda que «tal como indica a palavra italiana que lhe dá origem — obstinado —, cada ostinato repete teimosamente um mesmo elemento musical, seja um intervalo, um ritmo, ou uma melodia. Quase todas as miniaturas têm um texto como matriz, embora este ape­nas esteja presente como inspiração. O poema da pri­meira miniatura pertence a Salette Tavares e os da terceira e quarta a Ana Hatherly.» Além disso, em outubro, o MIC.PT lançou o Caderno #26, no contexto da série Cadernos da Cria­ção Musical Portuguesa dos Séculos XX e XXI, dedicado a Fátima Fonte.
Fernando C. Lapa · © Lino Silva
Fernando C. Lapa · © Lino Silva

Em novembro, serão apresentadas no Porto e em Coimbra duas óperas do compositor Fernando C. Lapa (editado pelo MIC.PT). A primeira, Amor de Per­dição (2026), é uma ópera em oito cenas, com libreto de Eduarda Freitas e encenação de Ángel Fragua. A obra será apresentada no dia 15, no Coliseu Porto Ageas, no âmbito da segunda edição do FIATO – Festival Internacional de Artes e Ópera do Porto. Com direção musical de Jan Wierzba, a ópera contará com as interpretações de Raquel Mendes (soprano), Paulo Lapa (tenor) e Inês Constantino (mezzo­soprano), bem como do grupo Moços do Coro e do Oniros Ensemble. A segunda ópera de Fernando C. Lapa, Mátria – aqui na terra [a partir de Miguel Torga] (2021), será apresen­tada no dia 20 no Convento de São Francisco, em Coimbra, numa produção do Teatro Nacional de São Carlos. Compos­ta por dois atos, esta obra conta igualmente com libreto da autoria de Eduarda Freitas, encenação de Ángel Fragua e direção musical de Jan Wierzba. O maestro dirigirá os solis­tas Job Tomé, Ana dos Santos, Tiago Matos, Mário João Alves, Paulo Lapa, Sofia Marafona e Liliana Mourão, bem como o grupo Moços do Coro, o Coro da Comunidade e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins

Estreada no mês de ou­tubro, a obra Becoming (2026), para violino, viola, violoncelo e percussão, de Hugo Vasco Reis (compo­sitor editado pelo MIC.PT), em novembro será novamente apre­sentada pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa dirigido por Vasco Pearce de Azevedo, no âmbito de dois concertos — no dia 6, na Casa da Música Jorge Peixinho, no Montijo, e no dia 21, na Igreja do Colégio, em Ponta Delgada. Adicionalmente, no dia 13 de novembro o Space Festival, em Montemor-o-Velho, re­ceberá a apresentação de Diagrama, uma nova criação de Hugo Vasco Reis para o Sonic Figures Project — um ensem­ble e um projeto de pesquisa artística, composto por Hugo Vasco Reis (composição e eletrónica), Trevor McTait (viola d’arco) e Miquel Bernat (percussão). Por fim, a sua obra Re-Memory II (2026), para piano e eletrónica, integrará progra­ma do recital que a pianista Inês Filipe dará no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no dia 28, por ocasião do lançamento da nova edição discográfica intitulada Behind the Keys.
Isabel Soveral · © Sofia Moraes
Isabel Soveral · © Sofia Moraes

A compositora Isabel Soveral (editada pelo MIC.PT) é uma das repre­sentantes de Portugal no âmbito do projeto europeu Mind the Gap. A edição lisboeta deste projeto decorrerá nos dias 12 e 14 de novem­bro, no O’culto da Ajuda e na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML). No dia 14, na ESML, um grupo de 12 instru­mentistas, dirigido por Rémi Durupt, apresentará uma obra coletiva: um Cadavres Exquis com peças de nove compo­sitoras de França, Hungria, Letónia e Portugal. A obra inclui a composição de Isabel Soveral, Configurations du Poète – Cadavre Exquis (2026). A compositora participará também noutras atividades do projeto Mind the Gap — na confe­rên­cia Mulheres na Composição Musical, no dia 12, na ESML, e na mesa redonda com as compositoras do Cadavre Exquis, no dia 14, no O’culto. Adicionalmente, no passado mês de outubro, o MIC.PT lançou uma nova edição do Caderno de Isabel Soveral (#15), no contexto da série Cadernos da Cria­ção Musical Portuguesa dos Séculos XX e XXI.
Jaime Reis · © Sofia Nunes
Jaime Reis · © Sofia Nunes

No dia 14 de novembro, o clarinetista Rúben Jacinto estreará uma nova obra para clarinete de Jaime Reis, intitulada Fluxus, true course – magnetic course (2026), no contexto do concerto Clarinet Stories II que decor­rerá no Cinema-Teatro Joaquim D’Almeida, no Montijo. Cla­rinet Stories II é o culminar de um projeto que estreou em 2025, na Casa da Música Jorge Peixinho, no âmbito do qual quatro obras escritas para clarinete por Simone Spagnolo, Jaime Reis e Nuno d’Eça, dão vida a histórias contadas por Rúben Jacinto (clarinete) e João Jacinto (ator). O projeto culminará numa edição discográfica que será lançada em 2027. Ainda no dia 14 de novembro, terá lugar a interpre­tação pública da obra Sigma.Cobre (2022), para violoncelo e piano, deste compositor (editado pelo MIC.PT), no âmbito do Festival Modena Contemporanea, em Itália. Neste concerto, intitulado Da Cegueira à Lucidez, a obra de Jaime Reis será interpretada pelos músicos do Ensemble DME: Alex Waite, ao piano, e Ângela Carneiro, ao violoncelo.

No dia 27 de novembro, o O’culto da Ajuda, em Lis­boa, receberá o con­certo de lançamento do novo álbum do compositor João Castro Pinto (editado pelo MIC.PT), intitulado PERMIOTIC – coalescing scenes. Este novo trabalho monográfico foi lançado no passado dia 20 de outu­bro, pela Flag Day Recordings (EUA), no âmbito de uma bre­ve digressão do compositor pela costa leste dos Estados Unidos. PERMIOTIC resulta da convergência de abordagens distintas, mas complementares, da soundscape composition, da música concreta, da música acusmática/eletrónica e do noise. Neste álbum, gravações de cam­po, síntese e artefac­tos sonoros coexistem num contínuo entre «found and ab­stracted sound». No concerto no O’culto, João Castro Pinto realizará a difusão sonora de cinco obras estreantes do novo álbum e apresentará igualmente, em estreia, a composição The Rod of Asclepius, criada em 2022 no âmbito do projeto colaborativo internacional (©)OVID’S METAMORPHOSES, um dos mais vastos ligados à pandemia de COVID–19.

A obra Rasgar o tempo (2026), para soprano, violoncelo e eletrónica, de Mariana Vieira (compo­sitora editada pelo MIC.PT) será interpretada no dia 27 de novembro no Audi­tório da Biblioteca de Marvila, em Lisboa, no âmbito de mais uma apresen­tação do espetáculo Corpo Que Canta, um projeto da MUSICAMERA produções. Com direção artística e voz de Nataša Šibalić, coreografia de Nélia Pinheiro, proje­ção de Nuno Mika, iluminação de Anabela Gaspar, violon­celo de Maria Nabeiro, e dança de Rafaela Nunes e Sara Gomes, Corpo Que Canta é um espe­táculo que explora e questiona o corpo e o seu entorno, a sua na­tureza por vezes disfuncional, urbana e mecanicista, numa dialogia libertadora dos sentidos e do hu­mano. O pon­to de partida para este projeto é a obra En Echo de Philippe Manoury, com poe­mas de Emmanuel Hocquard, para so­prano e eletrónica. Adicionalmente, a peça Tre (2019) de Mariana Vieira será interpretada por Mafalda Carvalho, flau­tista do Ensemble DME, no âmbito do Festival Modena Con­temporanea, no dia 14 de novembro na Casa Ciao – Ex Cinema Cavour em Modena, Itália.
Miguel Azguime · © Jorge Carmona
Miguel Azguime · © Jorge Carmona

No próximo dia 4 de no­vembro, no âmbito do Fes­tival Internacional Meridian 2026 – SONIMAGI­CON, na Roménia, será apresen­tado o inter­mezzo A Laugh da ópera A Laugh to Cry (2013), do compo­sitor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT). O con­certo terá lugar no Pa­vilhão Goethe do Instituto Goethe, em Bucareste, e a peça de Miguel Azguime será interpretada por Laura Tătulescu (soprano) e Mihai Murariu (piano), membros do en­semble devotioModerna. Adicio­nalmente, no dia 3 de no­vembro, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, Miguel Azguime desempenhará o papel de recitante no con­texto do Diz-Concerto, com o Sond'Ar-te Electric Ensemble dirigido pelo maestro Pedro Carneiro. O pro­grama será composto por obras de Daniel Martinho, (Sonho de 2014, com poema de Fernando Pessoa), João Madureira (Toc, Toc, Toc… de 2009, com texto de Hélia Correia), Pedro Rebelo (Quando Eu Nasci de 2011, com texto de Isabel Minhós Martins), Rui Penha (Pendulum de 2012) e Sofia Sousa Rocha (Fala do velho do Restelo ao astronauta de 2014, com poema de José Saramago).

A obra Augurium II (2026) da compositora Patrícia Sucena de Almeida (edi­tada pelo MIC.PT), está incluída na obra coletiva Cadavre Exquis, criada por nove compositoras de França, Hungria, Letónia e Portugal, no âmbito do projeto europeu Mind the Gap. A apresentação desta obra, no contexto da edição lisboeta do projeto, terá lugar no dia 14 de novembro na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), contando com a participação de um ensemble de 12 instrumentistas, sob a direção de Rémi Durupt. Patrícia Sucena de Almeida participará também noutras atividades do projeto Mind the Gap — na confe­rên­cia Mulheres na Composição Musical, no dia 12, na ESML, e na mesa redonda com as compositoras do Cadavre Exquis, no dia 14, no O’culto da Ajuda. Adicio­nalmente, no passado mês de outubro, o MIC.PT lançou uma nova edição do Caderno de Patrícia Sucena de Almeida (#7), no contexto da série Cadernos da Cria­ção Musical Portuguesa dos Séculos XX e XXI.
Pedro Rebelo · © Geraldine Timlin
Pedro Rebelo · © Geraldine Timlin

Tocar o Ouvir, um projeto de Pedro Rebelo enco­mendado pelo Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, terá uma nova iteração no Belfast International Arts Festival, no contexto do projeto Belonging on Stage do SARC: Centre for Interdisciplinary Research in Sound and Music. A apresentação do projeto de Pedro Rebelo, que conta com a participação do percus­sionista irlandês Michael Speers e envolve comunidades de pessoas com deficiência auditiva, terá lugar no SARC, em Belfast, no próximo dia 7 de novembro. Adicionalmente, a obra Quando Eu Nasci (2011), um teatro musical para cinco ins­trumentos e recitante, com texto de Isabel Minhós Martins, será apresentada no âmbito de mais um Diz-Concerto, que desta vez visitará o Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. O concerto contará com a interpretação do Sond'Ar-te Electric Ensemble, dirigido pelo maestro Pedro Carneiro. A eles juntar-se-á Miguel Azguime, que desempe­nhará o papel de recitante.
Rui Penha · © Bruno Nacarato
Rui Penha · © Bruno Nacarato

Composta em 2012 por Rui Penha (compositor editado pelo MIC.PT), a obra Pendulum para flauta, clarinete, violino, violon­celo, piano, vídeo e ele­trónica, integra o programa do Diz-Concerto que o Sond'Ar-te Electric Ensemble, dirigido pelo maestro Pedro Neves, apresentará no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, no próximo dia 3 de novembro. Também na primeira metade do mês, no próximo dia 5 de novembro, o Borealis En­semble — com António Carrilho (flauta de bisel), Henrique Portovedo (saxofone), Helena Marinho (piano) e Nuno Aroso (percus­são) — estreará uma nova obra de Rui Penha, inti­tulada Caminhos de Floresta (2026). Este concerto terá lugar no Auditório David Russel do Conservatório Superior de Música de Vigo, em Espanha, e é o primeiro de uma digres­são inti­tulada Margens, que levará o Borealis a Riba d’Ave, Porto, Aveiro, Vila Real, Mafra e Évora.
Solange Azevedo · © João Ferreira
Solange Azevedo · © João Ferreira

Universos Liquidos: III. é uma vontade que eu tenho é o título de uma peça para piano criada por Solange Azevedo (compositora editada pelo MIC.PT) este ano e que integrará o programa dos recitais que a pianista Inês Filipe realizará este mês. O primeiro concerto terá lugar no próximo dia 14 de novembro, no Auditório Martín Códax do Conservatório Superior de Música de Vigo, em Espanha, no âmbito da temporada da associação Vertixe Sonora. O segundo concerto ocorrerá no dia 28 de novembro no O’culto da Ajuda, em Lisboa, e coincidirá com o lançamento do novo álbum de Inês Filipe intitulado Behind the Keys. Trata-se de um projeto de criação e experimentação dedi­cado às possibilidades sonoras do piano contemporâneo, com base em encomendas da pianista Inês Filipe, explo­rando o instrumento para além da sua utilização tradicional, recorrendo ao seu interior, às cordas e à estrutura.
 
Em Foco • Arquivo
2011–2026
Desenvolvida desde fevereiro de 2011, a secção Em Foco é uma ru­brica regular do MIC.PT, na qual é dado destaque, sobretudo, a compo­sitores contem­po­râneos residentes em Portugal. Cada edição bimensal do Em Foco consiste num artigo ou numa entrevista, bem como numa lista de reprodução.
MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
• 06/11 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Entrevista a três compositoras
conduzida por Pedro Boléo

Nesta emissão, conversamos com três compositoras portuguesas, Fátima Fonte, Isabel Soveral e Patrícia Sucena de Almeida, a pro­pósito da realização em Lisboa de várias iniciativas do projeto Mind the Gap, que realiza em vários países um conjunto de ações que pretendem fomen­tar a diversidade artística e combater a desigualdade de género no campo da música contemporânea. A Miso Music Portugal participa neste projeto em parceria com instituições dedicadas à música contemporânea de França, Hungria e Letónia. As iniciativas decorrem entre nos dias 12 e 14 de novembro, no O'culto da Ajuda, em Lisboa, e na Escola Superior de Música de Lisboa, e incluem workshops, um simpósio, um concerto de mulheres compositoras e uma apresentação de um Cadavre Exquis, obra musical coletiva escrita por nove compositoras dos países envolvidos, na qual participam Isabel Soveral e Patrícia Sucena de Almeida. Neste pro­grama, falamos com estas três com­positoras sobre a sua criação musical atual, sobre as bar­reiras sociais que ainda enfrentam as mulheres compo­sitoras nos nossos tempos e como as ultrapassar.
• 20/11 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Espaços de Escuta — Música Eletroacústica (parte n.º 1)

Neste Música de Invenção e Pesqui­sa, ouvimos obras eletroacústicas, em antevisão do ciclo Espaços de Escuta nos dias 11 e 12 de dezembro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Este ciclo é dedicado à música eletroacústica e à exploração da Orques­tra de Alti­falantes da Miso Music Portugal, com a realização de quatro concer­tos para apresentar um estado da arte da música eletro­acústica portuguesa da atualidade. O ciclo Espaços de Escuta coincide com a realização, no dia 11 de dezembro, também no O’culto, do 4.º Encontro em Música, Tecnologia e Investigação (EMTI) organizado pelo MIC.PT, em colabo­ração com o Depar­tamento de Comuni­cação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA), o Instituto de Etnomusi­co­logia – Centro de Estudos em Música e Dan­ça (INET–md) e o Grupo de Criação, Per­formance e Investi­gação Artística do INET–md, coordenado por Henrique Portovedo. O EMTI tem a curadoria da compositora Isabel Soveral e terá como orador principal o compositor António Ferreira. O EMTI abre um es­paço de partilha de investigação nas áreas da criação musical contemporânea, da inter­pre­tação, da teoria e da tecnologia da música. Este ano, des­tacando as práticas de espacialização, eletroacústica e difusão sonora por meio de sistemas de altifalantes, o EMTI decorre em articulação com o ciclo Espaços de Escuta.
Novas Partituras no MIC​.​PT
andorinhas
imagem ilustrativa
A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de com­positores residentes em Portugal, fo­mentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico.

Miguel Azguime (MA0052)
La Transfiguration de l’Impossible (2022) · orquestra
Sara Carvalho (SC0030)
resonance of a hidden mirror (2026) · piano preparado
novos CD no MIC​.​PT

Obras de Luís Neto da Costa: Città filigrana (2024), Painting on a wooden canvas of resonances (2024), Los herejes de la diócesis de Aureliano (2024), Illustrate Internal Clouds (2021), Unleashing Internal Clouds (2024), Punge (2025) • Ensemble Suono Giallo, Sond’Ar-te Duo, Aleph Guitar Quartet, ars ad hoc, Ensemble Recherche, Vertixe Sonora.
estreias recentes
Oracles from Shiraz>> ver obra
Sete momentos para um agora>> ver obra
Paz pela pele, entre o corpo e o mundo>> ver obra
Vocaliso per pacem>> ver obra
03/10, 20.º Festival Síntese, CCC, Castelo Branco
Yan Mikirtumov (maestro), Síntese – GMC
ruído blanco>> ver obra
04/10, Zeitlupe, Sprengel Museum, Hannover, Alemanha
ruído blanco — Martín Sanhueza (guitarra) e Paulo Amendoeira (percussão)
Mudanças>> ver obra
06/10, Centro Cultural de Svilara, Novi Sad, Sérvia
Vesna Šouc (maestra), Camerata Novi Sad
Celebration>> ver obra
08/10, Fundação Calouste Glubenkian, Lisboa
Andrey Boreyko (maestro), Orquestra Gulbenkian
Change of Heart>> ver obra
10/10, Câmara Municipal de Vilnius, Lituânia
Modestas Barkauskas (maestro), Orquestra de Câmara de São Cristóvão
Carta aos Ouvintes que estão Aqui
Dentro desta Sala
>> ver obra
11/10, Festival Imersivo 2026, Lisboa Incomum
música eletroacústica
Tomorrow’s Next Bliss>> ver obra
16/10, Donaueschinger Musiktage, Alemanha
Susana Santos Silva (trompete), Igor C. Silva (eletrónica), SWR Experimentalstudio, SWR Symphonieorchester, Brad Lubman (maestro)
Becoming>> ver obra
17/10, Fábrica da Criatividade, Castelo Branco
Nuno Lobo
21/10, Berliner Philharmonie, Berlim, Alemanha
Aina Font Zaragoza (saxofone) e Agostinho Sequeira (percussão)
Ópera no elevador>> ver obra
21/10, Theatro Circo, Braga
Rita Castro Blanco (maestra), Sinfonietta de Braga, solistas: Sara Braga Simões, Lilian Raquel, Mariana Fabião, Nuno Dias, Saulo Giovannini
Poema épico para soprano, órgão e cordas –
IV. Campos Elíseos
>> ver obra
João Caldeira
Poema épico para soprano, órgão e cordas –
II. Sonho
>> ver obra
João Santos
Poema épico para soprano, órgão e cordas –
I. Revelação
>> ver obra
Sérgio Silva
Poema épico para soprano, órgão e cordas –
III. In dedicatione
>> ver obra
24/10, Festival Internacional de Órgão da Madeira, Funchal
Patrycja Gabrel (soprano), Laura Silva Mendes (órgão), Orquestra Clássica da Madeira, Norberto Gomes (direção)
Rúben Borges
24/10, MIRA GALERIAS | MIRA – Artes Performativas, Porto
Luís Miguel Leite (guitarra, acessórios e performance), José Teixeira (guitarra, acessórios e performance), Leonor Marinho (oboé, acessórios e performance)
Melodias – Vozes de Santa Maria>> ver obra
25/10, Grande Auditório, Europarque, Santa Maria da Feira
Orquestra 3 eFes
Cântecul Mamei>> ver obra
27/10, Universidade Nacional de Música, Bucareste, Roménia
Valentina Verlan (soprano), Raluca Ouato (piano)
Música para Cidade X>> ver obra
29/10, Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira
Alexandre Lyra Leite e Rita Leite (conceção e direcção artística), Vítor Hugo Costa e Alexandre Lyra Leite (vídeo), Ricardo Cabaça (texto), Alexandre Lyra Leite e Filipa Alfama (instalações) · interpretação: António de Sousa Dias, Emídio Buchinho, Erica Rodrigues, Francisco Cipriano, Isabel Gaivão e Philippe Trovão
RIZOMA
logo · riZoma
logo · riZoma
Plataforma de Intervenção e Inves­tigação para a Criação Musical

riZoma é uma rede formada por um conjunto de entidades ligadas à criação, à educação, à interpretação e à inves­tigação, com experiência no contexto da música erudita con­temporânea. A Plataforma foi criada para es­tabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a con­stituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, criando uma força nova que assenta no valor in­estimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a iden­tidade cultural do nosso país.

Em novembro, serão apresentadas várias obras da com­positora Sara Carvalho, em Portugal e Espanha. No dia 1, no âmbito do Festival Cistermúsica 2026 – Fronteiras, em Alcobaça, o Lontan Trio — Clara Gonçalves (saxofone), Francisco Martins (acordeão) e Pedro Vasquinho (contra­baixo) — interpretará a obra Le départ de l’ombre (2026). A segunda obra, over the margins (2026), é para flauta de bisel, saxofone, percussão e piano e será estreada numa série de concertos do Borealis Ensemble em Vigo (Espanha), Riba d’Ave, Porto, Aveiro, Vila Real, Mafra e Évora, entre os dias 5 de novembro e 6 de dezembro. A obra resonance of a hidden mirror (2026), para piano solo preparado, será interpretada pela pia­nista Inês Filipe, primeiro em estreia no Auditório Martín Códax, em Vigo, a 14 de novembro, e depois no O’culto da Ajuda, em Lisboa, a 28 de novembro, no âmbito do lançamento do álbum Behind the Keys. Por fim — a obra slumscape (2017), para flauta, piano e violoncelo será to­cada pelo Ensemble DME na Casa Ciao – Ex Cinema Cavour, em Modena (Itália), no dia 14; e a obra Komorebi (2024) será interpretada pelo QCContemporâneo e pintada pelo artista plástico João Sobreira, nos Festivais de Outono, a 21 de novembro, em Aveiro.

Ópera de elevador — estreada no mês passado, uma cria­ção desenvolvida no âmbito do projeto re:opera, com música da composi­tora Sofia Sousa Rocha (editada pelo MIC.PT), li­breto de Edward Ayres de Abreu e Tatiana Bina, e encena­ção de Manoel Candeias — será novamente apresentada no dia 14 de novembro, no Teatro Helena Sá e Costa, no âmbi­to do FIATO – Festival Internacional de Artes e Ópera do Porto. Nesta obra quatro figuras cru­zam-se num elevador de um centro comercial, num en­contro luso-brasileiro. Entre de­sejos de subir, descer ou rumos incertos, uma avaria força o grupo a comunicar ou a ocupar o tempo com chamadas importantes, enquanto aguardam pelo técnico Ícaro Ascensão. Com a inter­pretação da Sinfonietta de Braga sob a di­reção musical de Rita Castro Blanco e a direção artística de Joaquim Pereira, o elenco da ópera é com­posto por Sara Braga Simões, Lilian Raquel, Mariana Fabião, Nuno Dias e Saulo Giovannini. Adicionalmente, no âmbito do do Diz-Concerto, será tocada a obra Fala do velho do Restelo ao astronauta, de Sofia Sousa Rocha, com poema de José Saramago, no dia 3, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, com o Sond'Ar-te, Miguel Azguime (recitante) e Pedro Carneiro (maestro).
NOVIDADES MIC​.​PT
4.º EMTI
Palácio Nacional de Mafra

No dia 4 de novembro, os investigadores do Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa (MIC.PT), Cláudio de Pina e Jakub Szczypa, reali­zarão uma comunicação no âmbito do XV Encontro de Investigação em Música (EnIM 2026), uma iniciativa da SPIM – Sociedade Portuguesa de Investigação em Música, que decorrerá entre os dias 4 e 6 de novembro no Museu Nacional da Música, no Real Edifício de Mafra. Intitulada Arquivismo digital da música na era da aceleração tecnológica: metodologia, estratégias e desafios, a apresentação de Cláudio de Pina e Jakub Szczypa abordará o funcio­namento múl­tiplo e bidirecional do portal MIC.PT, que possui uma das maiores bases de dados dedicadas à música erudita contemporânea criada em Portugal e visa con­tribuir ativamente para um ecossistema cultural mais plural, diversificado e equitativo. O EnIM 2026, coorganizado pelo Museu Nacional da Música, pelo CESEM – Centro de Estudos em Música e pelo INET-md – Instituto de Etnomusicologia, Centro de Estudos em Música e Dança, apresenta-se como uma plataforma privilegiada de comuni­cação científica e artística, contribuindo para a construção de um campo alargado e exigente de investigação em música e som, tendo em conta a atual complexidade da paisagem disciplinar dos estudos e das práticas de investigação em música.
ATUALIDADE
Álvaro Salazar · © Bruno Nacarato
Álvaro Salazar · © Bruno Nacarato
Álvaro Salazar (1938–2026 · Porto)

Em outubro deixou-nos Álvaro Salazar (1938–2026), compositor, maestro, professor, musicólogo e crítico musical cuja obra é uma referência incontornável na cultura portuguesa contemporânea. Em 1978 Álvaro Salazar fundou a Oficina Musical, um grupo dedicado ao estudo e à divulgação da nova música. Como maestro, ficou responsável por várias estreias nacionais de compositores tão influentes como Janáček, Ives, Webern, Varèse, Eisler, Feldman e Ligeti, entre muitos outros. Enquanto professor, teve um papel fundamental no desenvolvimento do ensino da Análise Musical em Portugal. Anton Webern, Edgar Varèse, Luigi Nono, Franco Donatoni e Morton Feldman eram algumas das influências da linguagem musical de Álvaro Salazar. A sua gramática composi­cional caracteriza-se pela preferência por texturas claras, nas quais explora a fronteira entre o som determinado e o não determinado, pelo uso do silêncio como valor estrutural e dramático e pelo uso controlado do aleatorismo. Na entrevista concedida ao MIC.PT em outubro de 2018, Álvaro Salazar descreveu a sua música da seguinte forma: «Já disse algumas vezes que “o silêncio permite articular os sons”. Ou seja, por um lado, os sons são moldados por pausas de durações diferentes e por uma escrita em que as pausas existem. Por outro lado, também se pode dizer o contrário: em vez de ser o silêncio que esculpe o som, direi que é o som que esculpe o silêncio. Neste sentido, o silêncio já é uma obra.»
Álvaro Salazar · © Bruno Nacarato
Leo Magnien
27.º Concurso Internacional de Composição Eletroacústica – Música Viva 2026 • Resultados

O júri do 27.º Concurso Internacional de Composição Eletroacústica – Música Viva 2026, composto pelos compositores Gilles Gobeil (Montreal, Canadá), Pedro Rebelo (Belfast, Reino Unido) e Miguel Azguime (Lisboa, Portugal), decidiu atribuir o Prémio Música Viva 2026 ao compositor francês Leo Magnien, pela sua obra Dans la plaine incertaine. O júri decidiu ainda atribuir uma Menção Honrosa a Edmar Soria (México), pela sua obra Meta-auralidades de un Río Improbable. Nesta edição o Concurso Música Viva recebeu um total de 56 obras válidas.
OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS

O MPMP Património Musical Vivo anuncia a oitava edição do Prémio Musa, criado com o intuito de distinguir a excelência da composição musical contem­porânea de tradição erudita ocidental, promovendo, neste contexto, a língua portuguesa enquanto veículo de expressão. Em 2026, o poeta homenageado será Alexandre O'Neill. As obras a concurso devem ser inéditas e ter a poesia de Alexandre O'Neill como ponto de partida. Devem ser compostas para voz (aguda ou grave, de qualquer género) e outro instrumento e ter uma duração máxima de 10 minutos. O Prémio Musa 2026 é aberto a compositores de quaisquer idades e nacionalidades, sendo o seu júri constituído por Carlos Caires (presidente), Eduardo Luís Patriarca e Luís Duarte. As candidaturas devem ser enviadas até 31 de janeiro de 2027.
imagem ilustrativa
imagem ilustrativa

Estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição da Temporada de Música de Câmara Jovem. Neste âmbito, o júri, composto por Nuno Pinto (clarinetista), Filipe Quaresma (violoncelista) e Miguel Azguime (compositor), selecionará, no máximo, quatro grupos de música de câmara para a Temporada. Os grupos selecionados terão a oportunidade de se apresentarem num concerto produzido pela Miso Music Portugal. Os concertos, com uma duração entre os 50 e os 60 minutos, deverão incluir, pelo menos, uma obra portuguesa e uma obra internacional dos séculos XX ou XXI. A Temporada de Música de Câmara Jovem, um projeto da Miso Music Portugal e da Associação Portuguesa dos Amigos da Música, visa incentivar e estimular os jovens músicos portugueses a inter­pretar obras de compositoras e compositores portugueses. As candidaturas deverão ser enviadas até 31 de janeiro de 2027.
Entrevistas MIC​.​PT
vídeo · entrevistas
imagem ilustrativa · Unsplash
No passado mês de junho o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais uma Entrevista do ciclo Na 1.ª Pessoa com o compositor João Pedro Oliveira, con­duzida pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravada em 2024, em Lisboa, no O’culto da Ajuda.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 38 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a RTP Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há mais de 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
Entrevistas recentes
João Pedro Oliveira   Eduardo Luís Patriarca   Paulo Ferreira-Lopes   Diogo da Costa Ferreira   Luís Neto da Costa   António Pinho Vargas  
Cândido Lima   Fernando C. Lapa   Fátima Fonte   Pedro Rebelo   Paulo Bastos   Sofia Sousa Rocha  
Bruno Gabirro   Christopher Bochmann   António Chagas Rosa   António Ferreira   Daniel Moreira   João Castro Pinto  
Ângela da Ponte   Ângela Lopes   Diogo Alvim   Filipe Esteves   Filipe Lopes   José Carlos Sousa  
Entrevistas 2019-2021
Amílcar Vasques-Dias   António de Sousa Dias   Carlos Marecos   Daniel Schvetz   David Miguel   Isabel Soveral
Jaime Reis   João Quinteiro   Miguel Azguime   Patrícia Sucena de Almeida   Pedro Amaral   Rui Penha
Sara Carvalho   Vítor Rua
Entrevistas 2003-2005
Álvaro Salazar   Amílcar Vasques-Dias   António Pinho Vargas   Christopher Bochmann   Filipe Pires   Luís Tinoco
Paulo Raposo   Pedro Amaral
footer
Agenda Catálogo de Partituras MIC.PT Espaço Crítica para a Nova Música MIC.PT EN MISOMUSIC.ME mail MIC.PT MIC.PT IAMIC DGARTES Facebook Instagram X YouTube SoundCloud