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SOFIA SOUSA ROCHA EM FOCO NO MIC.PT EM MARÇO

Em março, o Em Foco no MIC.PT é dedicado a Sofia Sousa Rocha, compositora e professora no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga. Entre os seus projetos mais recentes, destacam-se a criação de uma peça para orquestra de sopros para o Estágio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários (julho de 2026), e a composição de uma nova ópera com libreto de Edward Ayres de Abreu, encomendada pela Sinfonietta de Braga. Nos últimos anos, Sofia Sousa Rocha tem centrado a sua produção na ligação estreita à palavra. Em 2014, em resposta a uma encomenda do Sond’Ar-te, compôs a peça Fala do velho do Restelo ao astronauta, baseada no poema homónimo de José Saramago. Na temporada de 2017–2018, foi compositora associada do Teatro Nacional de São Carlos, tendo estreado, neste contexto, a obra A verdadeira Hidrostória do Elefonte, para narrador e orquestra. Sofia Sousa Rocha é cocriadora do Festival Informal de Ópera, cuja primeira edição, em 2021, contou com a estreia da sua ópera Oráculos & Ladainhas, com libreto de Tiago Schäwbl. Em 2022, estreou no Porto a ópera Lugar Comum, associada à temática da violência contra as mulheres, com texto de Mário João Alves, direção musical de Constança Simas e interpretação do Quarteto Contratempus.
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Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC.PT
A obra Da keine Worte nur Töne (2024), da compositora Ângela da Ponte (editada pelo MIC.PT), será apresentada no contexto do concerto do trio Sond’Ar-te Três Mulheres, que terá lugar no dia 21 de março, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Interpretada por Camila Mandillo (soprano), Sílvia Cancela (flauta) e Elsa Silva (piano), a programação deste concerto incluirá também a estreia de uma nova composição de Marta Domingues, bem como três peças de Miguel Azguime (compositor editado pelo MIC.PT). Escrita para soprano, flauta e eletrónica, a obra Da keine Worte nur Töne de Ângela da Ponte baseia-se no texto de Álvaro García de Zúñiga e foi vencedora do primeiro Concurso Internacional de Composição de Lied Álvaro García de Zúñiga – Casa de Mateus – Sond’Ar-te. Adicionalmente, Ângela da Ponte integra o júri da 19.ª edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim, cujo prazo para entrega de candidaturas termina impreterivelmente no dia 3 de junho de 2026.
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A apresentação de quatro obras eletroacústicas da autoria do compositor António Ferreira (editado pelo MIC.PT), terá lugar no dia 14 de março, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Intituladas Soundscape with oniric figures, Aeroreality (estreia), Solaristica e La Gloire du Superflu (estreia), estas obras datam de 2025 e foram criadas com a intenção principal de explorar as várias capacidades de espacialização imersiva permitidas pela Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal. Todas as peças recorrem, de algum modo, à tecnologia Ambisonics no que respeita à conceção e realização do espaço sonoro assim composto. Esta tecnologia, bem como as peças mencionadas, estarão em destaque num workshop realizado no mesmo dia, no O’culto da Ajuda, por António Ferreira, com o tema Ambisonics/Binaural. Neste workshop será apresentada uma visão pessoal sobre a prática da composição pensada espacialmente, com recurso a exemplos práticos.
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Composta para piano entre 2014 e 2015, a obra Paráfrase sobre LETTERA AMOROSA de Claudio Monteverdi, de Cândido Lima (compositor editado pelo MIC.PT), faz parte do programa do recital que o pianista José Pedro Ribeiro dará nos dias 6 e 7 de março, na Igreja da Misericórdia, em Odemira e no O’culto da Ajuda, em Lisboa. «Esta obra», afirma Cândido Lima, «memória de memórias renascentistas e medievais, de poetas e músicos de épocas passadas e modernos é, ao mesmo tempo, uma glorificação, apropriação, transgressão, projeção e expansão, por metáforas e por analogias, do mundo da palavra através da abstração sonora, longínqua da objetividade do conceito de semântica, dos sentidos e das significações específicos da palavra». Neste recital, integrado no ciclo Música através do tempo, José Pedro Ribeiro tocará também obras de Fernando Lopes-Graça, Frédéric Chopin, Hugo Ribeiro, Johann Sebastian Bach e Joseph Haydn.
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Uma nova miniatura musical foi encomendada a Carlos Caires (compositor editado pelo MIC.PT) pelo Beyra – Laboratório Artístico, no contexto do projeto Tríptico – 3 miniaturas, que conta também com a participação do compositor Pedro Lima e da compositora Sara Ross. As novas três miniaturas serão apresentadas no próximo dia 24 de março, na Casa da Música, no Porto, no âmbito do concerto A Cidade Celeste, onde o Remix Ensemble, o Ensemble Orquestral da Beira Interior, o violoncelista Filipe Quaresma, o pianista Jonathan Ayerst e o maestro Pedro Neves, apresentarão também obras de Carlos Azevedo, Luís Tinoco e Olivier Messiaen. O Ensemble Orquestral da Beira Interior, que nesta ocasião será acolhido pelo Remix Ensemble Casa da Música, reúne jovens músicos selecionados através de rigorosas audições bienais. Um dos objetivos deste projeto é promover e apresentar estreias e encomendas a compositores portugueses.
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A nova obra para quarteto de guitarras elétricas de Carlos Lopes, intitulada racing on a cul-de-sac, será estreada a 26 de março, em Colónia, na Alemanha. Os intérpretes da estreia serão Tobias Juchem, Henrique Almeida, Ptolemaios Armaos e Tal Botvinik, quatro músicos que constituem o Cologne Guitar Quartet, grupo que encomendou esta obra a Carlos Lopes. Na nota de programa este compositor (editado pelo MIC.PT) frisa que racing on a cul-de-sac «é uma obra impulsionada por sonoridades distorcidas do hard rock» e que «o título evoca os subúrbios americanos e o absurdismo de acelerar rumo a um beco sem saída — uma alegoria dos atuais conflitos políticos e sociais. Entre nuvens de harmónicos frágeis e o ruído intenso reminiscente de motores de alta cilindrada, a peça explora todo o espectro sonoro da guitarra amplificada, evocando o pulso de um mundo cada vez mais inquieto.»
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No próximo dia 16 de março, na Livraria de Serralves, no Porto, decorrerá a primeira apresentação pública do álbum Música para Mysterious Heart, de Diogo Alvim (compositor editado pelo MIC.PT). Esta edição da Crónica Electrónica, com o apoio da Fundação GDA, terá lançamento oficial em abril, mais concretamente no dia 7. O disco reúne a música composta para Mysterious Heart, criação coreográfica de Tânia Carvalho para a companhia alemã Tanzmainz, apresentada no Staatstheater Mainz em 2024. A partir de um conjunto de emoções, a coreógrafa gravou improvisações vocais que serviram de base às composições eletroacústicas de Diogo Alvim, agora reunidas neste álbum. Durante a sessão de pré-lançamento, Diogo Alvim e Tânia Carvalho interpretarão ao vivo um conjunto de peças, em versões especialmente adaptadas ao formato performativo.
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Em março, terão lugar as estreias de duas óperas do compositor Fernando C. Lapa (editado pelo MIC.PT). No dia 7, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, será apresentada a ópera Papa est mort – António Feijó – O poeta que morreu de amor, com libreto e encenação de António Durães. A interpretação, sob a direção musical de José Eduardo Gomes, contará com Marco Alves dos Santos (tenor), Sara Braga Simões (soprano), Tiago Matos (barítono) e o Toy Ensemble. Esta ópera foi encomendada pela Câmara Municipal para o encerramento das comemorações dos 900 anos do foral de Ponte de Lima. A estreia da segunda ópera, Amor de Perdição, com música de Fernando C. Lapa, libreto de Eduarda Freitas e encenação de Ángel Fragua, será realizada no Teatro Municipal de Vila Real, no próximo dia 13 de março. Neste caso, a interpretação estará a cargo de Raquel Mendes (soprano), Paulo Lapa (tenor), Inês Constantino (meio-soprano), o grupo Moços do Coro e o Oniros Ensemble, sob a direção do maestro Jan Wierzba.
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A nova criação de Hugo Vasco Reis, Ténue (2026), para viola, percussão e eletrónica, incluída no Sonic Figures Project e interpretada por Trevor McTait (viola), Miquel Bernat (percussão) e o próprio compositor (eletrónica), será apresentada no Lisboa Incomum (dia 5 de março), no Museu Nacional da Música em Mafra (dia 8), na Universidade de Aveiro (dia 10) e na Fábrica da Criatividade em Castelo Branco (dia 18). Adicionalmente, no âmbito do 2.º Festival de Guitarra Portuguesa, Hugo Vasco Reis apresentará o ciclo de obras Tateabilidade (2023), para guitarra portuguesa, objetos e eletrónica, no Teatro Variedades, em Lisboa, no dia 7. Por fim, a peça Vulnerabilidade (2025) deste compositor (editado pelo MIC.PT) será apresentada pelo Síntese – GMC a 26 de março, no Teatro Helena Sá e Costa, no Porto. Está também disponível, em formato físico e digital, o novo álbum de Hugo Vasco Reis, Cinco Lugares sobre a Fragilidade, com cinco andamentos da instalação sonora homónima baseada em gravações de campo de cinco municípios do Centro de Portugal.
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No próximo dia 21 de março o compositor Helder Filipe Gonçalves (editado pelo MIC.PT), será agraciado com o Diploma na Área da Criação e Produção Artística, pelo Clube do Professor da Covilhã, que lhe confere a categoria de Sócio Honorário. No âmbito desta cerimónia, que terá lugar durante o Jantar Comemorativo do XXII Aniversário do Clube do Professor da Covilhã, na Sala Pêro da Covilhã do Meliá Covilhã Dona Maria Hotel, será também interpretado um arranjo de Helder Filipe Gonçalves do Hino do Clube do Professor da Covilhã (com música e letra de José Luiz Adriano).
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A peça My Empty Hands (2018), para agrupamento flexível de percussão, eletrónica e vídeo, do compositor Igor C. Silva (editado pelo MIC.PT), será apresentada em Espanha, em março, no âmbito de dois concertos. O primeiro terá lugar no dia 11, no MUSIKENE – Centro Superior de Música do País Basco, em San Sebastián (Donostia). O segundo concerto, intitulado Percusión y vanguardia e que conta com a direção de Antonio Domingo, terá lugar no dia 14, no Conservatorio Superior de Música de Aragón, em Zaragoza. Em ambos os casos, os intérpretes serão os músicos do Ensemble de Percusión de MUSIKENE.
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Nos dias 14 e 15 de março, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, será apresentada uma performance–instalação do projeto Corpos Sonoros III, orientado pelo compositor Jaime Reis (editado pelo MIC.PT) e pelo percussionista Francisco Cipriano. Corpos Sonoros é um projeto de criação que cruza a arte sonora, a escultura e a performance comunitária. As pessoas que nele participam exploram sons e texturas a partir de instrumentos não convencionais, construídos com materiais reutilizados e objetos do dia a dia, convidando à descoberta de novas experiências sonoras. Na segunda fase, será constituída uma base de dados com gravações realizadas durante as sessões de fevereiro e março. Este repositório servirá como matéria-prima e fonte de inspiração para a criação de uma peça acusmática por Jaime Reis, desenvolvida a partir dos sons gerados pelos instrumentos concebidos no âmbito do projeto Corpos Sonoros III.
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Três peças do ciclo Genealogias, para soprano, flauta e piano, do compositor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT) — Genealogias da Matéria, Genealogias do Horizonte (ambas de 2023) e Genealogias do Crepúsculo (2025, estreia absoluta) — estão incluídas na programação do concerto do trio Sond’Ar-te Três Mulheres, que terá lugar no próximoi dia 21 de março, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Neste recital, a soprano Camila Mandillo, a flautista Sílvia Cancela e a pianista Elsa Silva, interpretarão também mais duas obras — uma de Ângela da Ponte (compositora editada pelo MIC.PT) e outra de Marta Domingues, que será apresentada em estreia absoluta. Adicionalmente, no dia 15 de março, o percussionista Miquel Bernat interpretará a nova obra de Miguel Azguime para vibrafone solo, intitulada Mineralizando! (2026). Este concerto, que integra o Festival [CON]TEMPO, terá lugar no Teatro Juan del Enzina, em Salamanca (Espanha).
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ESPAÇO CRÍTICA PARA A NOVA MÚSICA
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Em fevereiro, o Espaço Crítica para a Nova Música publicou um novo texto de Pedro Boléo intitulado Energia, tensão, densidade (e um belo ápice!). Nesta crítica, o autor debruça-se sobre o concerto do Ensemble DME, que decorreu no âmbito do encontro internacional Pensar a Música Hoje, uma iniciativa conjunta da associação Arte no Tempo e do Projecto DME. O programa do concerto, dirigido pelo maestro Pedro Carneiro, incluiu obras de Mariana Vieira, Jaime Reis, Carlos Caires e Hèctor Parra.
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RIZOMA

logo · riZoma
riZoma · Plataforma de Intervenção e Investigação para a Criação Musical
riZoma é uma rede formada por um conjunto alargado de entidades portuguesas ativas ligadas à criação, à educação, à interpretação e à investigação, com larga experiência no contexto da música erudita contemporânea. A Plataforma riZoma foi criada para estabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a constituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, dando protagonismo ao esforço perpetrado por muitos e criando uma força nova que assenta no valor inestimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a identidade cultural do nosso país.
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MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
· 13/03 · 1h00 · Antena 2 · Obras Incompletas de Miguel Azguime (parte n.º 1)
Obras Incompletas é o título da mais recente edição discográfica com música de Miguel Azguime. Um conjunto de 23 obras do compositor foi editado no final do ano passado pela Miso Records. Uma edição em seis volumes, que reúne gravações de peças compostas entre 2001 e 2024, para formações diversas: solistas, música de câmara, voz e orquestra. Neste programa conversamos com Miguel Azguime a propósito destas Obras Incompletas e ouvimos algumas das composições incluídas nesta edição fonográfica, que conta com a participação de maestros, agrupamentos e intérpretes de grande relevo nacional e internacional.
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· 27/03 · 1h00 · Antena 2 · Obras Incompletas de Miguel Azguime (parte n.º 2)
Segunda parte de uma entrevista a Miguel Azguime em que o compositor nos apresenta a sua mais recente edição fonográfica, lançada pela Miso Records, com dezenas de obras do compositor escritas entre 2001 e 2024. Esta edição tem por título Obras Incompletas e reúne uma parte muito significativa das suas composições das últimas décadas. Neste programa o musicólogo e jornalista Pedro Boléo entrevista o compositor Miguel Azguime a propósito deste lançamento, falando da sua música mais recente e propondo a escuta de diversas composições desta edição que reúne música orquestral, composições para voz, obras para ensembles e peças para solistas.
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Novas Partituras no MIC.PT

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A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de compositores residentes em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico. Neste momento, o Catálogo do MIC.PT inclui 1202 partituras.
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Amílcar Vasques-Dias (AVDias0031)
Ser-Rana (1990) · dez acordeões, quarteto de cordas, vibrafone e eletroacústica sobre suporte (ad libitum)
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novos CD no MIC.PT
· Obras de Luís Tinoco: Kokyuu – Concerto para Saxofone Alto e Orquestra, Canções de Trabalho, Concerto para Violoncelo n.º 2, Concerto para Acordeão e Orquestra, Entre Silêncios – Concerto para Clarinete e Orquestra · Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Pedro Neves (maestro), Joana Carneiro (maestrina), Bastien Stil (maestro), Ricardo Toscano (saxofone), Lívia Nestrovski (voz), Filipe Quaresma (violoncelo), João Barradas (acordeão), Horácio Ferreira (clarinete).
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estreias recentes
Peace and Liberty>> ver obra
01/02, Freedom and Peace – International Composition Competition, Conservatorio Claudio Monteverdi, Bolzano, Itália
Luigi Azzolini, Emir Saul e Martin Wieser (direção musical)
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Estêvão Filipe Chissano
E-Terno Retorno>> ver obra
04/02, Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, Évora
Aldovino Munguambe (percussão), Quarteto Lopes-Graça: Eliot Lawson e Luís Pacheco Cunha (violinos), Isabel Pimentel (violeta), Catherine Strynckx (violoncelo)
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Gosto desta maneira>> ver obra
06/02, Casa da Juventude, Odivelas
Quarteto de guitarras: José Mesquita Lopes, Rafael Dias, Maria Francisca Reis e Gabriel Benedito
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07/02, Festival CriaSons V, Biblioteca de Marvila, Lisboa
Paulo Gaspar (clarinete baixo), Pedro Tavares (percussão), Pedro Santos (acordeão), Luís Pacheco Cunha (violino) e cantadores.
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Sete danças para Cargaleiro>> ver obra
In Memoriam Manuel Cargaleiro>> ver obra
Le départ de l’ombre>> ver obra
07/02, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco
Lontano Trio: Clara Gonçalves (saxofone), Francisco Martins (acordeão) e Pedro Vasquinho (contrabaixo)
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Kinesis: As Mãos Misteriosas>> ver obra
13/02, DPP’26, Teatro Municipal de Portimão
Drumming – Grupo de Percussão (Miquel Bernat, João Miguel Braga Simões, Pedro Gois, André Dias), Vasco Ramalho (percussão)
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Mineralizando!>> ver obra
26/02, WCLC: Percussion NOW, Martin Harris Centre, Manchester, Reino Unido
Miquel Bernat (vibrafone)
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ATUALIDADE
 Teatro São Luiz · © Estelle Valente
Está a aproximar-se a data de arranque da festa anual da música contemporânea, organizada pela Miso Music Portugal, com um foco especial dado à música criada em Portugal. A 32.ª edição do Festival Música Viva, intitulada Insurgência, «afirma-se», nas palavras do seu diretor artístico, Miguel Azguime, «como um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas». Como enfatiza Miguel Azguime: «Nesta 32.ª edição, Insurgência é simultaneamente poética e política. A criação musical surge como ato de confronto, de desvio e de recusa, afirmando a arte como arma sensível contra a violência estrutural, a desumanização e a lógica do medo. As obras apresentadas não procuram o conforto, mas antes a fricção: questionam, expõem feridas, abrem fissuras e convocam novas formas de escuta, pensamento e presença». O programa do festival inclui um vasto leque de obras criadas por compositores portugueses: Bruno Gabirro, Carlos Brito Dias, Carlos Lopes, Diogo Alvim, Fernando Lopes-Graça, João Quinteiro, Jorge Peixinho, José Carlos Sousa, Marta Domingues, Miguel Azguime, Pedro Berardinelli e Solange Azevedo. Quanto à interpretação, o programa do festival conta com pessoas e grupos que já se apresentaram várias vezes no Música Viva, bem como com novos participantes: o Duo Nada Contra com Mrika Sefa (piano) e Francisco Cipriano (percussão), o Ensemble MPMP, o Grupo de Percussão da Orquestra de Câmara Portuguesa dirigido por Pedro Carneiro, o pianista José Pedro Ribeiro, o Miso String Quartet, a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção de Pedro Neves, a Sinfonietta de Braga e o Sond’Ar-te Electric Ensemble dirigido por Guillaume Bourgogne. O Festival Música Viva 2026 decorrerá de 28 de abril a 3 de maio, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.
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OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS
Estão abertas as candidaturas para a 3.ª Temporada de Música de Câmara Jovem, com concertos agendados para os dias 6, 7, 13 e 14 de junho de 2026, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Neste contexto, o júri, com Nuno Pinto (clarinetista), Filipe Quaresma (violoncelista) e Miguel Azguime (compositor), irá selecionar para a Temporada quatro grupos de música de câmara. O programa dos concertos deverá incluir pelo menos uma obra portuguesa e uma obra internacional, ambas dos séculos XX ou XXI. A Temporada de Música de Câmara Jovem, um projeto da Miso Music Portugal e da Associação Portuguesa dos Amigos da Música, tem como objetivo incentivar a música de câmara, promovendo e estimulando a interpretação das obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos em Portugal. A data limite de envio da candidaturas é 31 de março de 2026.
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O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim ( FIMPV) anuncia a 19.ª edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim ( CICPV). O CICPV tem como objetivo premiar obras de compositores nascidos depois de 1 de dezembro de 1985. O agrupamento de música convidado para a edição de 2026 é o Ensemble Contemporâneo da Póvoa de Varzim, sob a direção do maestro Stanley Dodds. As obras concorrentes deverão utilizar, pelo menos, dez instrumentos diferentes desta formação. O júri, que atribuirá dois prémios e reserva o direito de atribuir também menções honrosas, é constituído por Vasco Mendonça (presidente), Ângela da Ponte e Nik Bärtsch. O prazo para entrega das obras termina impreterivelmente no dia 3 de junho de 2026.
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Com o objetivo de promover e incentivar a criação musical erudita contemporânea e de divulgar o trabalho de jovens compositoras e compositores, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP/Antena 2 promovem mais uma edição do Prémio de Composição SPA/Antena 2 destinado a compositores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal há mais de quatro anos, nascidos a partir de 1 de janeiro de 1991. As obras a concurso deverão ser inéditas, puramente orquestrais, sem recurso a solista(s) nem meios eletrónicos. A estreia da obra premiada, na interpretação da Orquestra Gulbenkian, decorrerá durante o 16.º Festival Jovens Músicos, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a 17 de setembro de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 3 de julho de 2026 (data de receção).
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Estão abertas as candidaturas para o Prémio de Composição Acordeão 2026 (9.ª Edição · Folefest). Este Prémio destina-se a compositores e compositoras de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal, de qualquer idade. A obra a apresentar terá de ser inédita, reservando-se à organização do Prémio a estreia absoluta das obras premiadas. As obras a concurso deverão ser escritas para um agrupamento de música de câmara (de dois a seis instrumentos), com a inclusão obrigatória de um único acordeão. O júri será formado por: Daniel Moreira (compositor), Ana Seara (compositora), Paulo Jorge Ferreira (acordeonista/compositor/presidente do júri) e Nélson Ruivo (secretariado — Associação Folefest). As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 17 de julho de 2026 (data de envio).
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A Banda Sinfónica Portuguesa promove o Concurso Internacional de Composição com o objetivo de estimular a criação de repertório original para banda. Aberto a compositores de todas as nacionalidades com idade até aos 40 anos (à data de 31 de dezembro de 2026), o concurso assume a composição musical como um espaço de diálogo artístico frequentemente inspirado noutras áreas. Na edição de 2026, a BSP propõe como tema a adesão de Portugal à União Europeia. Os participantes são desafiados a criar uma obra original que estabeleça uma relação artística e conceitual com o tema proposto. A decisão final do júri acerca dos resultados do concurso ocorrerá após a estreia pública das obras finalistas, que terá lugar em concerto pela Banda Sinfónica Portuguesa, em novembro, no Porto. As inscrições para o concurso deverão ser efetuadas até ao dia 20 de setembro de 2026.
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Entrevistas MIC.PT
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 36 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
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